Fotografo: CPB
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Convertendo corações no tempo do fim

Lição 13
22 a 28 de junho
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Sl 46–50
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Eis que Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a Terra com maldição” (Ml 4:5, 6).
 
LEITURAS DA SEMANA: Ml 4:5, 6; Mt 3:2; 11:14, 15; 17:10; 1Rs 16:29–17:24; 18:20-45
 
Nossa vida é feita de fases. Às vezes estamos em uma fase boa; outras vezes, não. Em alguns períodos a família está intacta e forte; em outros tempos, ela está frágil ou até destruída.
 
Seja qual for a fase, o estágio ou a situação da nossa família, podemos e devemos viver à luz das promessas de Deus, apegando-nos a elas com todo o nosso coração, toda a mente e força, pois, no fim, elas são nossa única esperança. E que grandiosa esperança elas são! Não importa a fase em que nós ou nossa família estejamos, da Palavra de Deus emanam promessas que podemos reivindicar para nós, nossos amados, nossa família e nossa igreja.
 
Nesta última semana do trimestre, examinaremos algumas histórias, promessas e experiências bíblicas em diversos contextos. Neste estudo, buscaremos extrair lições para nós hoje, seja qual for a nossa condição; pois, não importa quem somos, onde estamos nem a fase que vivemos atualmente, provavelmente todos tenhamos lutas, medos e preocupações. Felizmente, adoramos um Deus que não apenas sabe o que enfrentamos, mas que certamente está à frente de todas essas coisas.

Domingo, 23 de junho
Ano Bíblico: Sl 51–55
A profecia dos corações convertidos
 
1. Compare a predição da vinda de Elias com as referências do Novo Testamento a esse evento. Que lições aprendemos com esses textos? Ml 4:5, 6; Mt 11:14, 15; 17:10; Mc 6:15; Lc 1:17
 
 
Nos dias de Malaquias, o apelo de Deus à nação, “tornai-vos para Mim, e Eu Me tornarei para vós outros”, foi respondido com arrogância: “em que havemos de tornar?” (Ml 3:7). O frustrado profeta anunciou mais uma oportunidade de reavivamento. Evocando a reforma iniciada por Elias, de converter os corações (1Rs 18:37), Malaquias predisse a vinda do profeta Elias novamente para converter “o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml 4:6).
 
Desenvolveu-se uma tradição judaica de que Elias apareceria pessoalmente como o precursor do Messias (compare com Mt 17:10; Mc 6:15). No entanto, o Novo Testamento apresenta João Batista como um cumprimento daquela profecia (Mt 11:14, 15; Lc 1:17).
 
2. Em sua opinião, o que significa a frase “converter o coração”?
 
Diversas aplicações são possíveis para esses textos: A frase se refere à reconciliação do povo de Israel com o Senhor. Deus, como Pai (Is 63:16), Se converteu de Sua ira, voltando-Se para Seus filhos (Mq 7:18, 19) e os chamou a retornarem a Ele (Is 44:22; Ml 3:7). A frase se refere à reconexão das gerações posteriores com seus fiéis antepassados mediante a renovação da aliança. O chamado profético para que o povo de Deus seguisse a fé dos patriarcas foi repetidamente feito no Antigo Testamento. A condição para que a terra continuasse como um abençoado lugar de habitação era a fidelidade à aliança (Dt 4:29-31). A frase se refere à restauração e renovação dos relacionamentos familiares. A relação entre pais e filhos é uma expressão prática de fidelidade à aliança com Deus. Aqui, também, o cumprimento das responsabilidades para com pais e filhos está ligado à contínua herança da terra e à bênção de Deus (Pv 2:21).

Segunda-feira, 24 de junho
Ano Bíblico: Sl 56–61
Reencontro da família
 
 
Jezabel, a esposa sidônia do rei Acabe, introduziu o culto a Baal em Israel. Esse fato acelerou o declínio da nação. Os ensinamentos de Deus sobre o casamento, a família e a sexualidade foram ofuscados por práticas como incesto, prostituição e outras perversões. Nessa disputa por adoração surgiu Elias, cujo nome significa “Jeová é o meu Deus”, uma repreensão a Baal.
 
3. Que experiência associou Elias à subversão das crenças pagãs e ao reencontro das famílias? (1Rs 16:29–17:24; compare com Lc 4:25, 26). Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Sua fuga para o deserto.
 
B. (  ) A denúncia do pecado de Acabe e a ressurreição do filho da viúva.
 
Após anunciar a maldição da seca sobre a terra, Elias ficou “marcado”. Deus o abrigou em um lugar improvável: a casa de uma pobre viúva em Sarepta de Sidom, perto da cidade natal de Jezabel. Elias submeteu a viúva a um teste severo: pediu que ela preparasse para ele uma refeição com o azeite e a farinha que ela tinha, e ela deveria confiar seu futuro a Deus. A fé dessa mulher se tornou lendária. Jesus a elogiou (Lc 4:26). À medida que o azeite e a farinha se multiplicavam, a mulher compreendeu melhor o Senhor. Em seguida,  seu único filho adoeceu e morreu. Ao expressar seu pesar, ela refletiu as crenças pervertidas ao seu redor, e que afetavam Israel, segundo as quais, por causa do pecado de alguém, era exigido o sacrifício de um filho (1Rs 17:18; Jr 19:5; Mq 6:7).
 
4. Na experiência espiritual da viúva fenícia, qual foi o efeito do reencontro com seu filho? (1Rs 17:24). O que aprendemos com os comentários dela? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A. (  ) Ela reconheceu que Elias era um homem de Deus.
 
B. (  ) Ela acreditou que Baal havia curado seu filho.
 
A resposta daquela mãe revela o efeito da mensagem de Elias. A fé em Deus e em Sua Palavra surge no coração quando, pelo Seu poder, a vida é restaurada, e a família é reunida. Muitos hoje concordam com as doutrinas pregadas, mas são “mornos” em sua experiência espiritual. No entanto, quando as verdades da Palavra de Deus são vivenciadas pessoalmente, e o reavivamento e a restauração ocorrem nos relacionamentos domésticos, a convicção vem sobre o coração com muito mais poder.

Terça-feira, 25 de junho
Ano Bíblico: Sl 62–67
Convertendo corações no altar
 
 
5. Leia 1 Reis 18:20-45. Escreva nas linhas abaixo a essência desse episódio. Embora o contexto seja totalmente diferente, como os princípios vistos nessa história se aplicam à vida familiar?
 
No monte Carmelo, Elias almejava uma renovação da aliança por parte de sua nação, um retorno à fé de seus pais, que traria cura ao povo, aos seus lares e terras.
 
A hora do sacrifício da tarde. Após o fracasso do sacrifício oferecido pelos sacerdotes pagãos, foi a vez de Elias. Ele foi intencional. A hora do dia chamava a atenção para o divino plano da redenção revelado no serviço do santuário (compare com Êx 29:41). O convite “Chegai-vos a mim” (1Rs 18:30) nos lembra do Salvador recebendo os pecadores (compare com Mt 11:28). Pais que sofrem com a desobediência dos filhos podem ter certeza de que Deus os ama assim como amava os israelitas. Deus trabalha incessantemente para atrair os rebeldes a Ele.
 
A ênfase de Elias no altar de Jeová corresponde, em nossos dias, à exaltação de Jesus e de Sua graça salvadora na família. O culto familiar é uma oportunidade de falar com Ele em oração, de conversar sobre Ele, de receber mais uma vez o dom gratuito da salvação e de dar ao nosso coração tempo para refletir sobre Seus ensinamentos.
 
A resposta que Elias havia pedido indicaria que Deus os tinha tomado de volta para Si. Em 1 Reis 18:37, o profeta suplicou: “Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba [...] que a Ti fizeste retroceder o coração deles”. Não podemos voltar nosso coração para Deus; só podemos responder à Sua graça, e esta Ele dá livremente.
 
O fogo consumidor caiu, não sobre os culpados, mas sobre o sacrifício, apontando para Jesus, que foi feito “pecado por nós; para que, Nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21). Confissão e louvor irromperam dos lábios do povo. Visto que os falsos sacerdotes não responderam ao chamado de Deus, eles foram executados. Em seguida, a chuva refrescante acabou com a maldição sobre a terra.

Quarta-feira, 26 de junho
Ano Bíblico: Sl 68–71
Convertendo corações no Jordão
 
 
Juntamente com a profecia de Gabriel (Lc 1:17) e a confirmação de Jesus de que João Batista era o Elias prenunciado (Mt 11:14; 17:12, 13), os escritores dos evangelhos afirmaram que João Batista era o “mensageiro” que prepararia o caminho do Senhor (Mt 11:10; Mc 1:2; Lc 7:27; compare com Ml 3:1).
 
6. Mencione os principais aspectos da mensagem de João. Por que sua mensagem estava relacionada à “conversão dos corações”? Mt 3:2, 8; 14:4; Mc 1:4; Lc 3:3, 8, 9, 11, 13, 14
 
Como um fazendeiro que lavra a terra firme a fim de prepará-la para receber a semente, João denunciava o pecado e insistia com os pecadores para que eles se arrependessem. A natureza humana é assim: sem autoavaliação, sem a consciência da nossa verdadeira condição, não sentimos a necessidade de algo melhor. A mensagem de João Batista chamava a atenção do povo à santidade das exigências de Deus e à necessidade que eles tinham de Sua perfeita justiça. O arrependimento genuíno é sempre marcado pela humildade e pela busca do auxílio divino para mudar o comportamento. Ao expor a hipocrisia superficial e egocêntrica daqueles que afirmavam ser filhos de Abraão, ele buscou revelar o significado mais profundo da fé de seus pais.
 
7. Como a mensagem de João Batista preparou o caminho para Jesus? (Jo 1:35-37; 3:27-30). Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Ela apontava para o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Assim, as pessoas passaram a segui-Lo.
 
B. (  ) A mensagem de João “diminuía” a pessoa e a obra de Jesus.
 
João havia recebido a revelação de que Jesus era o Cordeiro de Deus. Quando ele apresentou Cristo dessa maneira (Jo 1:29, 36), ele literalmente conduziu o povo ao Senhor. André e outro discípulo de João Batista, também chamado João, o autor do Evangelho que fez o relato daquele dia, deixaram o Batista e se tornaram discípulos de Jesus. A mensagem de Elias não apenas mostra a necessidade de arrependimento; ela identifica Aquele que salva do pecado; gera entusiasmo a respeito Dele e apresenta pessoas a Ele. Se João Batista entrasse em sua casa, o que ele lhe diria?

Quinta-feira, 27 de junho
Ano Bíblico: Sl 72–77
Convertendo corações nos últimos dias
 
 
Em certo sentido, como adventistas, entendemos que temos a função de João Batista. O arauto da reforma e do arrependimento buscou preparar o caminho para a primeira vinda de Jesus. Como movimento, entendemos que fazemos o mesmo em relação à volta de Cristo.
 
8. Com espírito de oração, leia Lucas 1:17. Como essas palavras captam nossa mensagem?
 
Por meio da cruz, o Pai celestial converteu o coração de Seus filhos a Si e converteu o coração de Seus filhos uns aos outros. A mensagem de Elias apela às famílias que creiam nessa boa notícia incrível (2Co 5:18-21; compare com Ef 2:11-18) e que sejam pessoas cheias de graça, à medida que Seu Espírito produz nelas uma colheita de amor.
 
O mundo precisa desesperadamente de uma demonstração de cuidado altruísta, compromisso duradouro e dedicação inabalável a Deus. Por Sua graça, as famílias cristãs podem dar essa demonstração. No entanto, devemos nos lembrar de que a mensagem que temos para o mundo também é para nós. Enquanto os princípios do evangelho, da unidade, do amor e da abnegação não forem manifestos em nós, especialmente em nossa família, seremos incapazes para compartilhar essa mensagem com os outros. Todos os sermões eloquentes, toda a lógica e as apresentações da Bíblia não serão suficientes: o mundo precisa ver em nossa vida, especialmente em nossa vida familiar, o arrependimento, o coração convertido, o amor e o compromisso que pregamos. Assim como João Batista tinha um poder que transformou vidas e tornou eficaz sua pregação, podemos fazer o mesmo por meio da graça de Deus, mas apenas se estivermos dispostos a cooperar com o Senhor e consagrar a vida a Ele.
 
Por meio de Jesus, somos parte da família celestial (Ef 3:15). Portanto, quer sejamos uma família de uma ou mais pessoas, somos chamados a ser testemunhas do Deus que professamos servir, e nada pode tornar nosso testemunho mais eficaz do que mostrar ao mundo o que uma família, independentemente de seu tamanho, pode ser mediante o poder do evangelho.

Sexta-feira, 28 de junho
Ano Bíblico: Sl 78–80
Estudo adicional
 
 
Textos de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 143-154 (“O Carmelo”); O Desejado de Todas as Nações, p. 97-108 (“A Voz do Deserto”).
 
“Nossa mensagem precisa ser tão direta quanto a de João. Ele repreendeu reis por sua iniquidade. Apesar do perigo que sua vida corria, ele nunca permitiu que a verdade vacilasse em seus lábios. Nesta época, nossa obra deve ser feita com a mesma fidelidade” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1306).
 
Perguntas para discussão
 
1. Pergunte à classe qual é a relevância da mensagem de Elias para sua igreja. Como você pode ajudar sua comunidade a compreender a mensagem e seu papel em ajudar a difundi-la?
 
2. Peça aos alunos que compartilhem suas histórias de “conversão do coração”. Que mudanças ocorreram? Que diferença essas experiências fizeram na vida deles e de sua família?
 
3. Se entendemos que temos a função de João Batista, o que devemos esperar que aconteça conosco? Qual é a mensagem implícita nessa resposta?
 
4. Com a ajuda da classe, elabore uma espécie de “Declaração de Princípios da Família” que resuma a ideia bíblica de família. Quais critérios você usaria para elaborar esses princípios? O que você aprendeu neste trimestre que pode ajudá-lo a estabelecê-los? Esteja preparado para compartilhar sua resposta com toda a igreja.
 
5. Como pai ou mãe, quais promessas você pode reivindicar em favor de filhos que, pelo menos neste estágio, estão afastados do Senhor?
 
Respostas e atividades da semana:
 
1. A vinda de Elias profetizada por Malaquias se cumpriu na vida e ministério de João Batista. Ele veio no “espírito” de Elias para converter os corações dos pais aos filhos e restaurar verdades. Essa profecia do Antigo Testamento tem dupla aplicação. Jesus disse que Elias já tinha vindo e não o haviam reconhecido (João Batista), mas Ele também afirmou que Elias viria novamente. Entendemos que a obra desse Elias futuro é exercida pela igreja remanescente de Deus.
 
2. Comente com a classe as três possíveis explicações para a frase, descritas na Lição.
 
3. B.
 
4. V; F.
 
5. No monte Carmelo, Elias desafiou os profetas de Baal. Seu desejo era de que o povo voltasse a adorar o Senhor, o verdadeiro Deus. Semelhantemente, como família, às vezes nos afastamos uns dos outros e passamos por momentos difíceis. Nesses momentos em que nos afastamos uns dos outros, devemos “reconstruir o altar do Senhor” em nosso lar.
 
6. A essência da mensagem de João Batista era o batismo de arrependimento para remissão de pecados. Ele chamava o pecado pelo nome e convidava o povo a se arrepender. Essa mensagem sugere a conversão do coração, pois nos convertemos quando reconhecemos nosso pecado e nossa necessidade do Salvador e, então, nos arrependemos.
 
7. A.
 
8. Como Elias e João Batista, buscamos preparar um povo para o retorno do Senhor. Pregamos a restauração da verdade e o arrependimento dos pecados.