Fotografo: CPB
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Compartilhando a história de Jesus

Lição 11
05 a 11 de setembro
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Ez 27-29
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1Jo 5:13)
 
LEITURAS DA SEMANA: Ef 2:1-10; 1Jo 4:7-11; Mc 5:1-20; Hb 10:19-22; Gl 2:20; 1Co 1:30
 
Como afirmamos em uma lição anterior, nada comprova com mais eloquência o poder do evangelho que uma vida transformada. As pessoas podem discutir nossa teologia e doutrinas; podem até pôr em dúvida nossa compreensão das Escrituras, mas raramente questionam nosso testemunho do que Jesus significa para nós e fez em nossa vida.
 
Testemunhar é compartilhar o que sabemos sobre Jesus. É permitir que os outros conheçam o que Ele significa para nós e o que Ele fez por nós. Se nosso testemunho consiste apenas em tentar provar que o que cremos está certo e o que os outros creem está errado, encontraremos forte oposição. Porém, se nosso testemunho sobre Jesus vier de um coração transformado por Sua graça, cativado por Seu amor e maravilhado com Sua verdade, outros ficarão impressionados com a maneira pela qual a verdade em que cremos tem impactado nossa vida. A verdade apresentada no contexto de uma vida transformada faz toda a diferença.
 
Quando Cristo é o centro de toda doutrina e cada ensinamento bíblico reflete Seu caráter, aqueles com quem compartilhamos as Escrituras têm muito mais probabilidade de aceitar Sua palavra.

Domingo, 06 de setembro
Ano Bíblico: Ez 30-32
Jesus: o fundamento de nosso testemunho
 
 
Como cristãos, todos temos uma história pessoal para contar, um relato do que Jesus mudou em nossa vida e sobre o que Ele fez por nós.
 
1. Leia Efésios 2:1-10. Como éramos antes de conhecer a Cristo? O que é nosso desde que O aceitamos?
 
A. Antes de conhecer a Cristo (Ef 2:1-3): 
 
B. Depois de conhecer a Cristo (Ef 2:4-10): 
 
Que mudança incrível! Antes de conhecermos a Cristo, estávamos “mortos em [nossos] delitos e pecados”, andando “segundo o curso deste mundo”, “fazendo a vontade da carne”; “e éramos, por natureza, filhos da ira”. Simplificando, antes de conhecer a Cristo, vagávamos sem rumo pela vida em uma condição perdida.
 
Podemos ter vivenciado o que parecia ser felicidade, mas havia uma angústia do coração e um propósito não realizado em nossa vida. Ir a Cristo e experimentar Seu amor fizeram toda a diferença. Agora, Nele, estamos verdadeiramente “vivos”. Mediante “a suprema riqueza da Sua graça” e Sua rica misericórdia para conosco, recebemos o dom da salvação. Ele nos ressuscitou para nos fazer “assentar nos lugares celestiais em Cristo
Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”. No Salvador, a vida assumiu
um novo significado e tem um novo propósito. Como João declarou: “A vida estava Nele e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:4).
 
2. Leia Efésios 2:10. Por que as boas obras são tão essenciais para a fé do cristão? Como entender essa ideia no contexto da salvação pela fé “independentemente das obras da lei” (Rm 3:28)?

Segunda-feira, 07 de setembro
Ano Bíblico: Ez 33-35
Transformados pelo amor de Cristo
 
João e Tiago, filhos de Zebedeu, eram conhecidos como os “Filhos do Trovão” (Mc 3:17). Na verdade, Jesus lhes deu esse apelido. Um fato que ilustra o temperamento impetuoso de João ocorreu quando Jesus e Seus discípulos estavam viajando por Samaria. Quando tentaram encontrar um aposento para passar a noite, enfrentaram oposição devido ao preconceito dos samaritanos contra os judeus. Eles não foram aceitos nem mesmo na mais humilde das acomodações.
 
Tiago e João pensaram ter a solução para o problema. “Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do Céu para os consumir?” (Lc 9:54). Jesus repreendeu os irmãos, e todos deixaram o vilarejo em silêncio. O caminho de Jesus é o do amor, não da força combativa.
 
Na presença do amor de Jesus, a impetuosidade e a ira de João foram transformadas em bondade amorosa e espírito gentil e compassivo. Na primeira epístola de João, a palavra “amor” aparece quase 40 vezes; e em suas várias formas, aparece 50 vezes.
 
3. Leia 1 João 1:1-4; 3:1; 4:7-11; 5:1-5. O que essas passagens revelam sobre o testemunho de João e as mudanças que ocorreram em sua vida por causa de sua interação com Jesus? Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) João se tornou um discípulo amoroso, que recomendava a todos o amor.
B.(  ) João passou a controlar sua ira pelo medo de passar vergonha.
 
Existe uma verdade eterna que é uma lei do Universo. Ellen G. White apresentou esse princípio com estas sábias palavras: “O uso da força é contrário aos princípios do governo de Deus. Ele deseja apenas o serviço de amor. E o amor não pode ser imposto, não pode ser conquistado pela força ou autoridade. Só o amor desperta amor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 22).
 
Quando estamos comprometidos com Cristo, Seu amor brilhará de nós para os outros. O maior testemunho do cristianismo é uma vida transformada. Isso não significa que jamais cometeremos erros nem que seremos, em todos os momentos, os condutos de amor e graça que devemos ser. Mas significa que, nas condições ideais, o amor de Cristo fluirá de nossa vida e seremos uma bênção às pessoas ao nosso redor.

Terça-feira, 08 de setembro
Ano Bíblico: Ez 36-38
Contando a história de Jesus
 
Quais foram os primeiros missionários enviados por Jesus? Não foram os discípulos nem os seguidores de longa data, mas homens loucos e endemoninhados, que haviam aterrorizado os habitantes de uma região campestre e infligido medo no coração dos vizinhos.
 
Com poder sobrenatural, um desses endemoninhados tinha quebrado as correntes que o prendiam. Ele gritava em tons horríveis e mutilava seu corpo com pedras afiadas. A agonia em sua voz refletia uma angústia profunda em seu coração (Mt 8:28, 29; Mc 5:1-5).
 
Porém, eles se encontraram com Jesus e foram transformados. Os demônios foram expulsos e lançados nos porcos, que se precipitaram no mar (Mt 8:32-34; Mc 5:13, 14).
 
4. Leia Marcos 5:1-17. O que ocorreu com aqueles homens e o que as pessoas da cidade encontraram quando saíram para ver o que havia acontecido?
 
Os endemoninhados foram transformados. As pessoas os encontraram assentados aos pés de Jesus, ouvindo cada palavra da boca do Mestre.
 
Mateus declara que havia dois endemoninhados libertos, enquanto Marcos destaca a história de apenas um dos dois. A questão é que Jesus os restaurou física, mental, emocional e espiritualmente.
 
5. Leia Marcos 5:18-20. Os endemoniados convertidos desejavam ficar com Jesus. Porém, o que Cristo os enviou a fazer? Assinale a alternativa correta:
 
A.( ) Ele os enviou para anunciar aos seus familiares o que Cristo tinha feito por eles.
B.( ) Ele os enviou à Grécia para que pregassem aos gregos.
 
“Apenas por poucos momentos esses homens tiveram o privilégio de ouvir os ensinos de Cristo. Nem um dos sermões de Seus lábios jamais tinha sido ouvido por eles. Não podiam instruir o povo como os discípulos, que haviam estado diariamente com Cristo. No entanto, levavam em si mesmos as evidências de que Jesus era o Messias. Podiam dizer o que sabiam; o que eles próprios tinham visto e ouvido e experimentado do poder de Cristo. Isso é o que pode fazer todo aquele cujo coração foi tocado pela graça de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 340). O testemunho deles preparou Decápolis, dez cidades às margens do mar da Galileia, para receber os ensinamentos de Jesus. Esse é o poder do testemunho pessoal.

Quarta-feira, 09 de setembro
Ano Bíblico: Ez 39-41
Testemunhando com segurança
 
6. Leia 1 João 5:11-13, Hebreus 10:19-22 e 1 Coríntios 15:1, 2. Que certeza de vida eterna as Escrituras nos dão que nos permitem testemunhar com segurança de nossa salvação em Cristo?
 
Se não temos a certeza pessoal da salvação em Jesus, não é possível compartilhá-la. Não podemos oferecer o que não temos. Há cristãos conscienciosos que vivem em um estado de incerteza perpétua, imaginando se algum dia serão bons o suficiente para serem salvos. É como um velho e sábio pregador disse uma vez: “Quando olho para mim mesmo, não vejo como posso me salvar. Mas quando olho para Jesus, não vejo como posso me perder”. As palavras do Senhor ressoam com certeza através dos tempos: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra; porque Eu Sou Deus, e não há outro” (Is 45:22).
 
Nosso Senhor deseja que cada um de nós se alegre na salvação que Ele oferece tão generosamente. Ele quer que experimentemos o que significa ser justificado por Sua graça e estar livre da condenação que a culpa do pecado traz. Como Paulo disse: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1). O apóstolo acrescentou que podemos ter a certeza de que “agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). O apóstolo João confirmou que “aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:12).
 
Se, pela fé, aceitamos Jesus e Ele vive em nosso coração por meio de Seu Espírito Santo, o dom da vida eterna é nosso hoje. Isso não quer dizer que, uma vez que experimentamos a graça de Deus e a salvação em Cristo, seria impossível perdê-la (2Pe 2:18-22; Hb 3:6; Ap 3:5). Sempre temos a livre escolha de nos afastar Dele, mas, uma vez que experimentamos Seu amor e entendemos a profundidade de Seu sacrifício, nunca devemos optar por nos afastar Daquele que nos ama tanto. Dia após dia, precisamos buscar oportunidades de compartilhar a graça que recebemos em Jesus.

Quinta-feira, 10 de setembro
Ano Bíblico: Ez 42-44
Vale a pena testemunhar sobre Cristo!
 
"Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gl 2:19, 20).
 
Há sacrifícios quando aceitamos a Cristo. Há coisas que Ele nos pede que abandonemos. Jesus deixou claro o compromisso que seria necessário para segui-Lo: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-Me” (Lc 9:23). A morte de cruz é dolorosa. Quando rendemos a vida às reivindicações de Cristo e o “velho homem” do pecado é crucificado (Rm 6:6), dói. Às vezes, é doloroso desistir de desejos acariciados e hábitos duradouros, mas as recompensas superam em muito a dor.
 
Testemunhos poderosos que têm um impacto transformador na vida das pessoas se concentram no que Cristo fez por nós, não no que temos abandonado por Ele. Eles focalizam Seu sacrifício, não nossos alegados “sacrifícios”. Pois Cristo nunca pede que abandonemos algo que seria para o nosso bem reter.
 
No entanto, a história do cristianismo está repleta de episódios de pessoas que tiveram que fazer tremendos sacrifícios pela causa de Cristo. Não que essas pessoas estivessem ganhando salvação, nem que seus atos, não importa o quanto fossem abnegados e sacrificais, dessem-lhes mérito diante de Deus. Em vez disso, na maioria dos casos, ao perceberem o que Cristo fizera por eles, esses homens e mulheres se dispuseram a colocar tudo no altar do sacrifício, de acordo com o chamado de Deus para sua vida.
 
7. Leia João 1:12; 10:10; 14:27 e 1 Coríntios 1:30. Nosso testemunho sempre se fundamenta no que Cristo fez por nós. Liste os dons de Sua graça mencionados nos textos:
 
À luz dos textos acima, pense no que Cristo fez por você. Você pode ter sido um cristão dedicado ao longo de toda a sua vida, ou é possível que tenha tido uma conversão mais dramática. Medite sobre quanto Jesus tem sido bom para você e sobre o propósito, a paz e a felicidade que Ele tem lhe dado. Pense também nos momentos em que Ele lhe deu forças para passar por experiências difíceis.

Sexta-feira, 11 de setembro
Ano Bíblico: Ez 45-48
Estudo adicional
Leia Marcos 5:25-34.
 
“A multidão admirada que se comprimia em torno de Jesus não havia sentido qualquer acréscimo de poder de vida. Entretanto, quando a sofredora mulher estendeu a mão para tocá-Lo, crendo que se restabeleceria, experimentou a vivificadora virtude. O mesmo ocorre nas coisas espirituais. Falar de religião de maneira casual, orar sem ter fome espiritual e sem uma fé viva não vale nada. Uma fé nominal em Cristo, que O aceita meramente como o Salvador do mundo, nunca trará cura ao coração. A fé que leva à salvação não é uma simples aceitação intelectual da verdade. [...] Não basta crer no que se diz a respeito de Cristo; devemos crer Nele. A única fé que nos beneficiará é aquela que O abraça como Salvador pessoal, que se apropria de Seus méritos. [...]
 
“Nossa confissão de Sua fidelidade é o meio escolhido pelo Céu para revelar Cristo ao mundo. Devemos reconhecer Sua graça como foi revelada aos santos do passado; mas o que será mais eficaz é o testemunho de nossa própria experiência. Somos testemunhas de Deus ao revelar em nós mesmos a atuação de um poder que é divino. Cada indivíduo tem uma vida diferente da de todos os outros, uma experiência que difere essencialmente das demais. Deus deseja que nosso louvor suba a Ele com a marca da nossa própria individualidade. Esses preciosos reconhecimentos para louvor de Sua gloriosa graça, quando confirmados por uma vida semelhante à de Cristo, possuem irresistível poder, eficaz para a salvação de pessoas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 347).
 
Perguntas para consideração
 
1. Quais são os elementos de um testemunho convincente? Leia o testemunho de Paulo diante de Agripa em Atos 26:1-23. Qual foi o fundamento de seu testemunho?
 
2. Por que o testemunho do que Cristo fez por nós é tão poderoso? No entanto, como você responderia à pergunta: “Tudo bem, isso aconteceu com você, mas se eu não tiver esse tipo de experiência, que razão eu terei para seguir Jesus?”
 
3. O que você gostaria de evitar ao dar seu testemunho a um não cristão?
 
4. Por que a certeza da salvação é importante na experiência cristã? Como ter segurança da salvação e, ao mesmo tempo, não ser presunçoso?
 
Respostas e atividades da semana: 1. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Andávamos fazendo a vontade da nossa carne. Depois que aceitamos a Cristo, Deus nos deu vida juntamente com Ele, salvando-nos para as boas obras. 2. Não somos salvos pelas nossas boas obras. Porém, elas são essenciais, pois fomos criados para elas. 3. A. 4. Eles foram restaurados mental e fisicamente. As pessoas os encontraram em perfeito juízo. 5. A. 6. Jesus Cristo é a certeza da salvação. Seu sacrifício foi aceito; por isso, temos essa certeza. 7. O poder de sermos chamados Seus filhos, vida em abundância, sabedoria e justiça.