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Várzea Grande(DF), Segunda-Feira, 18 de Janeiro de 2021 - 13:32
21/12/2020 as 07:34:06 | Por CPB | 192
Céu, educação e aprendizado eterno
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam”
Fotografo: CPB
Céu, educação e aprendizado eterno

Lição 13
19 a 25 de dezembro
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 2 Pedro
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co 2:9).
 
LEITURAS DA SEMANA: Jo 3:16; 1Jo 5:13; 1Tm 1:16; 1Co 13:12; Zc 13:6
Um poeta, com medo da morte, perguntou como uma pessoa poderia viver sem “saber certamente que alvorecer, que morte, que destino aguardavam a consciência após a sepultura?”. Ele criou, em seu poema, o que chamou de Instituto de Preparação para a Vida Futura. No entanto, como alguém pode se preparar para a vida eterna se nem mesmo sabe o que acontecerá com uma pessoa nessa vida futura?
 
Felizmente, a Bíblia nos apresenta uma grande compreensão do assunto, ao dizer que os fiéis que morrem descansam inconscientes no pó da terra, aguardando a ressurreição no dia da volta de Cristo, que nos levará para viver com Ele na escola celestial. Como vimos neste trimestre, a preparação para a vida no Céu se dá no presente, e a nossa educação – independentemente do campo de estudo – deve nos preparar para a vida eterna.
 
Afinal, qualquer escola pode passar informações boas e conhecimentos úteis. Mas, de que adianta ganhar esse conhecimento e perder a vida eterna? Nesta semana, examinaremos o que a inspiração declara sobre a escola superior celestial, onde aprenderemos e nos desenvolveremos por toda a eternidade. Ali, descobriremos coisas que, neste mundo atual, nem sequer podemos imaginar.

Domingo, 20 de dezembro
Ano Bíblico: 1 João
O destino dos mortos em Cristo
 
No século 17, um escritor francês chamado Blaise Pascal refletiu sobre a condição da humanidade. Para ele, um ponto era muito claro: não importava quanto tempo um ser humano vivesse (e naquela época a expectativa de vida era baixa) nem se a vida dessa pessoa fosse boa (e a vida naquela época também não era tão boa assim) – o fato é que, mais cedo ou mais tarde, essa pessoa morreria.
 
Além disso, o que quer que viesse após a morte seria infinitamente mais longo do que o curto período de vida aqui na Terra. Portanto, para Pascal, a coisa mais lógica que uma pessoa deveria descobrir é o destino dos mortos. E ele ficou surpreso ao ver as pessoas se preocupando com coisas como “a perda de emprego ou algum insulto imaginário à sua honra”, não dando atenção ao que aconteceria depois que morressem.
 
Pascal tinha razão. E não há dúvida do motivo pelo qual grande parte da Bíblia é dedicada às promessas reservadas para os que encontraram a salvação em Jesus, promessas relacionadas ao que os aguarda no futuro. Na segunda vinda de Jesus, os salvos ressuscitarão para a vida eterna. Após os mil anos, os perdidos ressuscitarão para a morte eterna (Ap 20).
 
1. Qual esperança é oferecida a nós? Leia Jo 6:54; 3:16; 1Jo 5:13; 1Tm 1:16; Jo 4:14; 6:40; Jd 1:21; Tt 3:7. Assinale a alternativa correta:
 
A.( ) A esperança da ressurreição e da vida eterna com Cristo.
B.( ) A esperança de obter ascensão social e fama.
 
A vida eterna faz muito sentido à luz da cruz; na realidade, à luz da cruz, nada mais faz sentido senão a vida eterna. Afinal, qual teria sido o propósito do Criador, Aquele que “fez o Universo” (Hb 1:2), em quem “vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17:28), ao encarnar em um corpo humano e morrer nesse corpo, se o nosso destino fosse apenas morrer e apodrecer como animais atropelados à beira da estrada?
 
Por isso, o Novo Testamento inclui muitas promessas de vida eterna, pois somente a eternidade garante restituição. Nem um bilhão de anos de bons momentos compensariam os momentos ruins passados aqui. Unicamente a eternidade pode equilibrar todas as coisas e superar infinitamente os sofrimentos e limitações produzidos pela história do pecado.
 
Pascal acertou ao dizer que nosso tempo aqui é muito limitado, se comparado ao que está por vir. É tolice não estarmos prontos para a eternidade.

Segunda-feira, 21 de dezembro
Ano Bíblico: 2 João; 3 João; Judas
Uma nova existência
 
2. “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4). Qual será a diferença entre a nossa existência neste mundo e a nova vida que teremos no Céu?
 
Um cristão estava conversando com um amigo sobre a esperança do evangelho, a promessa de vida eterna por meio de Jesus Cristo. O amigo respondeu negativamente à ideia. “Vida eterna?”, ele perguntou, estremecendo. “Que pensamento horrível! Já basta nossos 70 ou 80 anos aqui. Quem gostaria de prolongar essa experiência para sempre? Seria um inferno.”
 
O argumento dessa pessoa parece razoável, mas ela não entendeu que a promessa de vida eterna não é uma mera continuação desta vida aqui. Quem desejaria isso? No entanto, como diz o texto acima, as coisas antigas passarão e tudo se fará novo.
 
3. O que os textos a seguir revelam sobre a nova existência, que está por vir?
 
2Pe 3:10-13 _______________________________
 
Ap 21:1-6 _________________________________
 
“Consideremos com todo o empenho o bendito porvir. Atravesse a nossa fé toda nuvem de escuridão, e contemplemos Aquele que morreu pelos pecados do mundo. Ele abriu os portais do Paraíso para todos quantos
O recebem e Nele creem. [...] Que as aflições que nos angustiam de maneira tão cruel se transformem em lições instrutivas, ensinando-nos a prosseguir para o alvo pelo prêmio da soberana vocação em Cristo. Sejamos animados pelo pensamento de que o Senhor logo virá. Alegre-nos o coração essa esperança. [...] Não demorará muito até vermos Aquele em quem se centralizam as nossas esperanças de vida eterna. E em Sua presença, todas as provações e sofrimentos desta vida serão como nada” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo, p. 361).

Terça-feira, 22 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 1-3
Então conheceremos
 
“O Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu Professor, o Ser infinito. Uma filial dessa escola foi estabelecida no Éden; e, ao ser cumprido o plano da redenção, será reassumida a educação na escola edênica” (Ellen G. White, Educação, p. 301).
 
Se você é como a maioria das pessoas, certamente possui muitas perguntas sobre pecado, sofrimento, doença, morte e acerca da razão de coisas que aconteceram.
 
Também temos perguntas sobre o mundo natural e todos os seus mistérios. Apesar de todo o incrível progresso da ciência em nos ajudar a entender mais sobre o mundo e o Universo como um todo, ainda há muito além da nossa compreensão.
 
Das formas mais simples de vida ao firmamento acima, do movimento de partículas subatômicas às galáxias espalhadas pelo cosmos, somos confrontados com uma realidade muito maior e mais profunda do que a nossa mente hoje pode compreender, especialmente com o pouco tempo que temos aqui para estudar essas coisas.
 
Por outro lado, quando tivermos a eternidade para estudar, certamente muitos mistérios serão esclarecidos.
 
4. Leia 1 Coríntios 13:12; 4:5. O que descobriremos quando todos os tristes episódios de pecado, sofrimento e morte finalmente terminarem? Assinale a alternativa correta:
 
A.( ) Compreenderemos todas as coisas ocultas a nós.
B.( ) Compreenderemos apenas as questões pertinentes à nossa origem.
 
Recebemos a promessa de que compreenderemos coisas que, por enquanto, permanecem ocultas a nós. É uma esperança maravilhosa saber que, quando examinarmos e entendermos coisas que hoje parecem tão difíceis, teremos apenas louvores a Deus! O segredo é manter a fé, confiar nas promessas de Deus, viver de acordo com a luz que temos e perseverar até o fim. A boa notícia é que podemos “todas as coisas Naquele que” nos fortalece (Fp 4:13).

 

 
Quarta-feira, 23 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 4-6
A escola celestial
 
5. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4:17, 18). Que esperança esses versos nos oferecem? Quais coisas eternas e invisíveis, prometidas por meio de Jesus, estamos aguardando? (Veja também Ap 21:1, 2; 2:7; 7:14-17).
 
Por mais reais que sejam as promessas oferecidas a nós em Jesus, por mais que tenhamos boas razões para crer nelas, o fato é que a Bíblia nos apresenta apenas sinais e vislumbres do que nos aguarda. No entanto, podemos ter a certeza de que essa vida futura será maravilhosa, pois podemos imaginar como a vida seria extraordinária em uma existência sem a devastação do pecado!
 
Toda a nossa dor e sofrimento; todas as coisas contra as quais lutamos aqui são consequências do pecado. Cristo veio desfazer tudo isso, e Ele restaurará a Terra ao que Deus originalmente pretendia que ela fosse antes da entrada do pecado. Na verdade, será ainda melhor, porque, em meio a todas essas glórias, poderemos para sempre contemplar as cicatrizes nas mãos e nos pés de Jesus, o custo de nossa redenção.
 
“Ali, quando for removido o véu que obscurece nossa visão, e nossos olhos contemplarem aquele mundo de beleza do qual temos apenas vislumbres pelo microscópio; quando olharmos às glórias dos céus, hoje observadas de longe pelo telescópio; quando, removida a mácula do pecado, a Terra toda aparecer na ‘beleza do Senhor nosso Deus’ (Sl 90:17, versão King James) – que campo se abrirá ao nosso estudo! Ali o estudante da ciência poderá ler os relatos da criação, sem notar coisa alguma que lembre a lei do mal. Poderá escutar a melodia das vozes da natureza, e não perceberá nenhuma nota de lamento ou tristeza. Poderá enxergar em todas as coisas criadas uma escrita; contemplará no vasto Universo, ‘escrito em grandes letras, o nome de Deus’ (Recreations in Astronomy, Henry White Warren [1831-1912]); e nem na Terra, no mar ou no céu permanecerá um indício que seja do mal” (Ellen G. White, Educação, p. 303).

Quinta-feira, 24 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 7-9
O grande Professor
 
Como vimos durante todo este trimestre, um aspecto central do ministério de Cristo aqui na Terra foi o de professor. Desde o início de Seu ministério, seja por atitudes ou obras, Jesus ensinou constantemente a Seus seguidores verdades sobre Si, sobre o Pai, sobre salvação e sobre a esperança que nos aguarda (veja Mt 5:2; Mc 4:2; Lc 19:47; Jo 6:59).
 
De fato, tudo que precisamos fazer é folhear qualquer um dos evangelhos e, em todos eles, encontraremos Jesus ensinando. Por meio de Sua Palavra, o Senhor continua a nos ensinar hoje, e no novo mundo esse ensinamento continuará. Mas imagine como isso será diferente em uma vida livre de pecado e de todas as limitações que ele nos impõe.
 
6. “Se alguém Lhe disser: Que feridas são essas nas Tuas mãos?, responderá Ele: São as feridas com que fui ferido na casa dos Meus amigos” (Zc 13:6). Do que esse texto trata?
 
“E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão cada vez mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais as pessoas aprenderem a respeito de Deus, mais admirarão Seu caráter. Quando Jesus lhes revelar as riquezas da redenção e os impressionantes feitos do grande conflito com Satanás, o coração dos resgatados baterá com mais forte devoção, e com alegria mais arrebatadora dedilharão as harpas de ouro. E milhões de vozes se unirão para avolumar o poderoso coro de louvor. [...]
 
“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única pulsação de harmonia e felicidade vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeita alegria, declaram que Deus é amor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 678).

Sexta-feira, 25 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 10, 11
Estudo adicional
 
Textos de Ellen G. White: Educação, p. 301-309 (“A escola do futuro”); O Grande Conflito, p. 662-678 (“A vitória do amor”).
 
“O leão, que aqui tanto precisamos respeitar e temer, se deitará, então, com o cordeiro, e tudo na Nova Terra será paz e harmonia. As árvores da Nova Terra serão retas e altaneiras, sem deformidades [...].
 
“Deixemos que tudo quanto é belo em nosso lar terrestre nos lembre o rio de cristal e os campos verdejantes, as árvores tremulantes e as fontes vivas, a cidade resplendente e os cantores vestidos de vestes brancas de nosso lar celestial – aquele mundo de beleza que nenhum artista pode pintar e nenhuma língua mortal descrever. Deixe que sua mente imagine o lar dos remidos, mas lembre-se de que ele será mais glorioso do que o pode pintar a sua mais brilhante imaginação” (Ellen G. White, Visões do Céu, p. 133, 134).
 
“Um receio de fazer com que a herança futura pareça material demais tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la nosso lar. Cristo garantiu aos Seus discípulos que iria preparar um lugar para eles na casa de Seu Pai. Aqueles que aceitam os ensinos da Palavra de Deus não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial. [...] A linguagem humana não consegue descrever a recompensa dos justos. Será conhecida somente por aqueles que a contemplarem. Nenhuma mente finita consegue compreender a glória do paraíso de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 674, 675).
 
Perguntas para consideração
 
1. Por que muitos não se preocupam com a eternidade? Essa atitude não é absurda?
 
2. Por que a esperança de vida eterna é tão importante para a nossa fé? Sem ela, por que realmente não temos nada?
 
3. Na ciência há coisas muito complexas. Os cientistas não falam mais em “formas de vida simples” porque, afinal, as formas de vida mais simples não são tão simples assim. Cada nova descoberta traz mais perguntas. Como isso nos ajuda a entender o quanto aprenderemos na “escola celestial”?
 
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. A dor e o sofrimento cessarão e será inaugurada uma nova ordem de coisas. 3. 2 Pedro 3:10-13: tudo o que existe será destruído pelo fogo, e os elementos serão desfeitos; Apocalipse 21:1-6: o novo Céu e a nova Terra serão perfeitos, sem dor, morte e sofrimento. Habitaremos com o próprio Senhor. 4. A. 5. A esperança de vida eterna em um novo Céu e uma nova Terra, onde comeremos da árvore da vida e habitaremos na Nova Jerusalém. 6. Do momento em que perguntaremos a Jesus sobre as marcas do nosso pecado em Suas mãos, que nos lembrarão de Seu sacrifício pela nossa salvação.
 




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