Fotografo: Carlos Moura/SCO/STF
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Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello

Ministro determinou o sigilo sobre falas do empresário e de Miguel Ângelo Braga Grillo, que ocorrem nesta terça (26) e quarta (27), na Polícia Federal
 
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello negou, na noite da última segunda-feira (25), o acesso do senador Flávio Bolsonaro ao depoimento de Paulo Marinho.
 
O magistrado determinou o sigilo sobre os próximos depoimentos de Marinho e de Miguel Ângelo Braga Grillo, que ocorrem nesta terça (26) e quarta (27), respectivamente.
 
Na decisão, o ministro argumentou que Flávio Bolsonaro "não é objeto de investigação criminal neste inquérito" e "sequer foi intimado para depor, na espécie, como investigado, uma vez que ostentam essa singular condição – vale dizer, a de investigados – apenas o Senhor Presidente da República e o Senhor Sérgio Fernando Moro".
 
"Sendo assim, e em face das razões expostas, indefiro o pedido deduzido na Petição protocolada, eletronicamente, nesta Suprema Corte", escreveu Celso de Mello.
 
Marinho é suplente de senador do filho do presidente e pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro na eleição deste ano pelo PSDB.
 
De acordo com o ministro, qualquer pessoa sob investigação do Estado e, também, seu advogado têm o direito de conhecer as informações já formalmente produzidas nos autos. Caso os atos da investigação tenham sido praticados, "as informações podem vir a tornar-se acessíveis aos investigados". 
 
Marinho já prestou depoimento que durou cinco horas no último dia 20 na PF (Polícia Federal) e outro no dia 21 na sede do MPF (Ministério Público Federal), no Rio de Janeiro, no inquérito sobre vazamento de informações sigilosas da PF a Flávio.
 
O empresário é ouvido no inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal, com base em acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro.