Fotografo: Ricardo Custódio/EPTV
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Escorpião Amarelo é um dos mais recorrentes na região de Campinas (SP)

O aparecimento de escorpiões em uma escola da rede pública de ensino de Indaiatuba (SP) tem deixado pais assustados, que estão evitando manter as crianças na unidade. Nesta segunda-feira (18), a Prefeitura confirmou que um funcionário do complexo de educação infantil Professora Laura Fahl Corrêa foi picado em janeiro, e que a escola passou por dedetização, mas pais continuam denunciando casos.
 
Aos 8 anos, a filha de Priscila Azevedo não frequenta as aulas há uma semana. A mãe deixou de levar a menina à escola devido ao medo de escorpiões.
 
“Chegaram a passar veneno na escola, mas as aulas não foram interrompidas e alguns alunos chegaram a passar mal. Minha filha não está indo para a escola. Ela não quer ir, está com medo”, relata.
 
 
"Estão achando muito escorpião. No dia em que passaram veneno, acharam mais de 30, mas a escola omite as informações", acrescenta Priscila, que afirma ter tido conhecimento do número através de relatos não oficiais de funcionários da instituição.
Quem também teme pela situação dos alunos é Camila Pereira. A filha dela, de 6 anos, estuda no complexo.
 
"Foi feita uma reunião com os pais e disseram que iam tomar providências, mas, depois da reunião, fomos fazer uma vistoria e encontramos ralos abertos, entre outras coisas ainda a fazer", relembra.
Camila reforça que a principal preocupação se dá pela quadra da escola. Feito de taco, o chão de madeira, segundo ela, é o local com maior incidência de escorpiões.
 
Temerosos, outros pais também relataram que têm evitado levar os filhos para a escola. Outros optaram por deixar as crianças apenas por meio período na instituição.
 
O que diz a Prefeitura?
 
Questionada, a Secretaria Municipal de Educação de Indaiatuba, por meio de nota, confirmou ao G1 que um funcionário da escola foi picado no final de janeiro, mas que tratou-se de um ferimento leve. Na época, ele foi atendido no Hospital Augusto de Oliveira Camargo e não precisou do soro antiescorpiônico.
 
Sobre as ocorrências de escorpiões, a Secretaria atribuiu os casos às chuvas e não especificou a quantidade de animais encontrados na instituição, alegando apenas que realizou, no último dia 9, um sábado, a dedetização do prédio, e que “todas as recomendações técnicas foram tomadas” pela Vigilância Sanitária.
 
O comunicado da administração municipal também atestou a realização de uma reunião com os pais dos alunos na última quinta-feira (14), onde, segundo a secretaria, “o objetivo foi informar sobre as medidas que já foram adotadas e prestar orientações sobre as prevenções que devem ser adotadas para evitar a ocorrência dos escorpiões, tanto no ambiente escolar, quanto no ambiente doméstico”.
 
A Secretaria informa que está atenta diariamente à situação na escola e acompanhando o resultado de todas as iniciativas adotadas, mas não informou a que ponto a frequência escolar foi afetada.