Fotografo: Divulgação
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Antes da votação os vereadores se reuniram para decidirem se acata ou não a denúncia de Jayme

Eraldo de Freitas

Atenção Brasil!

Na sua cidade acontece isso?

"Se é para fiscalizar, que investigue também os poderosos". A Câmara Municipal de Várzea Grande (no MT), votou na manhã desta quarta-feira (09/11), uma ação de suposta denúncia, de autoria do ex-senador Jayme Campos, em que o acusa e pede a cassação do polêmico e fiscalizador vereador Fábio Saad por Decoro Parlamentar. Fábio é aquele corajoso vereador, que impetrou 21 denúncias no Ministério Público Federal, na Polícia Federal, no Gaeco, na Câmara Municipal por supostos crimes todos considerados graves, supostamente cometidos pela gestão da prefeita Lucimar Campos, mulher do ex-senador Jayme Campos.

Dizem que no Brasil é regra é que, a "corda só estoura no lado, dos mais fracos". 17 dos 21 vereadores atuais ajudaram a comprovar esta "teria" e na prática, enquanto que, se tivessem vereadores verdadeiramente sérios na Câmara, (como apregoaram no palanque para induzirem a população) provariam o contrário.

Atenção delgado do GAECO!

Atenção delegado da Polícia Federal!

Atenção senhores promotores estaduais, federais, juízes e desembargadores do

TJMT!

Atenção Ouvidoria do CNJ  - Conselho Nacional de Justiça!

A maioria dos vereadores se recusou fiscalizar as graves denúncias, muito bem fundamentadas (documentadas e com as provas materiais de crimes de, a maioria delas), por outro lado, por algum motivo escusos, aceitaram acatar a simples denúncia do "poderoso" Jayme Campos, contra um vereador fiscalizador na Câmara atual incontestável, que é o Fábio Saad (PTC), pelo simples fato de este ter recebido um vídeo que exibia o maquinário da construtora “Nhambiquara” (também contratada pelo município),  fazendo recapeamento asfáltico em uma rua dentro do imóvel, aonde está situada a mansão milionária do ex-senador Jayme Campos. Fatos "triângulos" idênticos como este pelo Brasil a fora, já resultaram na condução de muitos políticos poderosos para a cadeia. Queira Jayme Campos reclamar ou não, é muito suspeito. Em face disso, no verdadeiro e legítimo exercício de parlamentar fiscalizador, o Fábio (em vez de ter levado o vídeo diretamente para o Ministério Público e a Polícia Federal), entendeu, apresenta-lo primeiramente para que os colegas dessem um parecer, mas como Jayme Campos disse que teria efetuado o pagamento pelos serviços com o seu próprio dinheiro, a CP acabou não sendo criada.

O vereador Fábio está amparado por lei no fiel exercício de fiscalizador, dos atos e fatos que forem praticados certos ou errados pelos gestores municipais da sua cidade. É o seu dever fiscalisar. A menos que, que, no Regimento Interno da Câmara e na sua Lei orgânica exista algum artigo que proíba, que investiguem este personagem, por se tratar de que ele "é o senhor Jayme Campos" (o ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos, ex-governador de Mato Grosso e ex-senador)e que seja intocável na forma da lei, ou que esteja acima da lei, o contrário disso, pelo o que sabemos, na lei não diz nada disso. Caso contrário, o parlamentar municipal pode sim ser investigar tudo e todos na forma da lei.

A denúncia foi lida hoje pela manhã, depois apresentada para votação. Dos 21 vereadores, 15 votaram favoráveis e 1 contra, aceitando acatar a denúncia de cassação impetrada pelo "poderoso" Jayme Campos contra o vereador Fábio Saad (PTC); do quadro de votante, nenhum destes vereadores tiveram coragem votar nas 21 denúncias feitas por Saad durantes quase um ano de intensa legislatura;

A denúncia agora segue para o conselho de ética da Câmara Municipal, muito embora, segundo informações, a Casa Leis local nunca a tornou público nem apresentou para a imprensa o Código de Ética votada em plenário, e por várias vezes ela já fora solicitada.

Para investigar se a denúncia de Fábio caracteriza Falta de Decoro, o assunto ficou sobre a responsabilidade do vereador Waldir Bento (PMDB) como presidente, Joãozito (DEM) o vice, e os vereadores Miguel Baracat (PT) e Miriam Pinheiro (PMB) serão os membros. Talvez desta ocasião, eles possam apresentar uma cópia original do código de Ética e da lei que a criou, para a imprensa e à população.

MT tem informações que interessam e muito ao CNJ

Pedimos que a Ouvidores do CNJ designe uma comissão sigilosa e vá até Várzea Grande no Mato Grosso e faça uma investigação junto à população local, (assim como a imprensa faz 24 horas por dia), para conhecer melhor o pensamento popular sobre o comportamento dos senhores magistrados locais; garantimos que ela não iria gostar nada de ouvir da boca da própria população e dos bastidores, sobre o comportamento da Justiça mato-grossense.

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