Fotografo: (Reprodução/Redes Sociais)
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Bolsonaro e a atriz Regina Duarte

Jorge Vasconcellos
 
O presidente Jair Bolsonaro pretende se reunir hoje, no Rio de Janeiro, com a atriz Regina Duarte, convidada para substituir o dramaturgo Roberto Alvim, exonerado do cargo de secretário de Cultura após fazer citações nazistas em um vídeo. Ontem, depois de uma semana atribulada, o presidente recebeu a benção de um pastor, durante culto em uma Igreja Batista, na Asa Sul. Após a cerimônia, fez uma visita ao general Villas Bôas, ex-comandante do Exército, que tem uma doença neuromotora de caráter degenerativo.
 
Bolsonaro estará no Rio hoje para uma agenda de compromissos oficiais. Às 10h, está previsto um encontro com o prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella. Ao meio-dia, uma reunião com o comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa. Na sequência, o presidente terá um almoço com o almirantado.
 
Em um dos intervalos da agenda, Bolsonaro deve se encontrar com Regina Duarte, que vai responder se aceita ou não o convite para assumir a pasta da Cultura. Caso aceite, receberá um salário de R$ 15.689,26 (total da remuneração após deduções), o mesmo que era pago ao ex-secretário Roberto Alvim. Se entrar para o governo, Regina terá uma queda brutal de salário, segundo a revista Veja. A publicação revelou que a atriz, que tem contrato vigente com a Rede Globo, recebe um salário fixo de R$ 60 mil, que passa para R$ 120 mil quando ela está no ar.
 
Bolsonaro, para convencer a aliada a aceitar o convite, cogita recriar o Ministério da Cultura, rebaixado por ele, no ano passado, ao status de secretaria. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente considera que a projeção nacional da atriz não condiz com um cargo de segundo escalão. A remuneração de um ministro é de R$ 33.763.
 
Visita
 
Ontem, ao deixar o Palácio da Alvorada rumo ao culto na Asa Sul de Brasília, Bolsonaro foi questionado pelos jornalistas se recriaria o Ministério da Cultura. Ele fez um breve momento de silêncio, “Palmeiras campeão”, disse, em referência ao título da Florida Cup, conquistado pelo clube paulista no sábado.
 
Durante o culto, Bolsonaro ficou sentado nas primeiras fileiras. Ele foi chamado ao altar, onde permaneceu por cerca de sete minutos de joelhos, durante a bênção do pastor. A cerimônia foi transmitida, ao vivo, na página oficial do presidente no Facebook. Ao deixar o templo, ele não falou com os jornalistas.
 
Em seguida, o presidente visitou o general Eduardo Villas Bôas, que tem esclerose lateral amiotrófica (ELA). Também estavam presentes os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.
 
Em seguida, Villas Bôas agradeceu a visita pelo Twitter. “Recebi hoje pela manhã três visitas que me fizeram relembrar a camaradagem militar, a mesma na qual fui envolvido e me acolheu durante 52 anos e da qual sinto falta. Todos nós convivemos em algum período de nossas carreiras, o que nos proporcionou evocar momentos importantes, repletos de amizade e alegria”, escreveu o ex-comandante do Exército, na legenda da foto da visita. A imagem também foi compartilhada, na rede social, por Bolsonaro, que chamou Villas Bôas de “nosso eterno comandante”.
 
Já no caminho de retorno para a residência oficial, o presidente parou para tirar fotos com turistas que passeavam na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto. Durante esta semana, além de definir um nome para a área da Cultura, Bolsonaro também deve voltar a se ocupar com a situação do secretário de Comunicação do Palácio do Planalto, Fábio Wajngarten. Na semana passada, o jornal Folha de S. Paulo revelou que ele é dono de uma empresa contratada por emissoras de TV e por agências de publicidade que, por sua vez, prestam serviços e recebem recursos do governo federal.(Fonte: Correio Braziliense)