Fotografo: Carolina Antunes/ PR
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Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (3) decreto para proteção de pessoas que denunciam casos de corrupção e irregularidades no governo.
 
Segundo o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, a ideia é impedir que seja compartilhada a identidade do denunciante para evitar retaliações.
 
"A gente vai conseguir evitar que outra pessoa saiba quem denunciou. O órgão (de ouvidoria) que recebeu a informação vai manter o controle sobre essa informação", disse o ministro. A identidade só será compartilhada com órgãos de investigação, como Ministério Público e Polícia Federal, se houver justificativa, afirmou Rosário.
 
O decreto foi assinado em evento da CGU sobre combate à corrupção. Participaram, além de Bolsonaro os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, do TCU (Tribunal de Contas da União), José Múcio Monteiro, e ministros do governo.
 
Acordo de leniência
 
No evento, Toffoli cobrou mudanças em regras sobre acordos de leniência.
 
Segundo o presidente do Supremo, há muitas instituições com "competências" sobre os acordos, o que dificulta declarar que a empresa está cumprindo com o prometido e pode retornar ao mercado.
 
"Sabemos que em outros países que têm tradição maior de acordo de leniência, sempre se visa a preservar a empresa. É preservar emprego, desenvolvimento, conhecimento tecnológico... Temos de avançar nisso", disse, se dirigindo às autoridades presentes.