Fotografo: Pedro Franca/Brazil Photo Press/Folhapress
...
Banco Central

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), decide nesta quarta-feira (18) o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira para os próximos 45 dias. As expectativas do mercado financeiro apontam para queda de 0,5 ponto percentual da Selic, para 5,5% ao ano.
 
Caso as projeções sejam confirmadas, a taxa de juros terá sua segunda queda consecutiva e renovará o menor patamar da história. Durante um ano e quatro meses, a Selic permaneceu estática em 6,5% ao ano.
 
De acordo com o economista Valdir Domeneghetti, coordenador de cursos da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), a decisão será tomada pelas questões internas, sem impacto do mercado de petróleo, cujos preços abriram a semana com alta de quase 15%.
 
"O consumo está extremamente baixo, o desemprego ainda alto e a retomada da economia não é vigorosa. Acredito que vai reduzir [a Selic] em 0,5 ponto percentual ou até mais", avalia Domeneghetti.
 
A coordenadora do Núcleo de Estudos de Conjuntura Econômica da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Nadja Heiderich, atenta para a sinalização do Banco Central de que novos cortes para estimular a atividade econômica e vê o momento de inflação controlada como adequado para o corte de 0,5 ponto percentual na Selic.
 
“As reformas estão sendo aprovadas pelo Congresso e isso sinaliza que a atividade econômica vai se retomar no médio prazo. Para acelerar esse processo, o Banco Central tem liberdade para reduzir os juros”, afirma Nadja.
 
O presidente do Cofecon (Conselho Federal de Economia), Wellington Leonardo da Silva, garante que o corte da Selic só vai acontecer “se os banqueiros quiserem”.
 
“Quem regula a taxa básica de juros no Brasil não é o Copom e nem o Banco Central. São os bancos privados”, avalia ele, que diz “dar a cara a tapa” se houver uma movimentação com 3 pontos percentuais de diferença em relação à opinião do mercado.
 
Para os próximos meses, as expectativas dos economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central é de que a Selic volte a cair e termine o ano em 5% ao ano.
 
Juros básicos
 
A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.
 
Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.
 
A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.
 
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.
 
Arte R7
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: R7