Fotografo: CPB
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Adorando o Senhor

Lição 10
30 de novembro a 06 de dezembro
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Gl 1-3
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Cantavam alternadamente, louvando e rendendo graças ao Senhor, com estas palavras: Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre sobre Israel” (Ed 3:11).
 
LEITURAS DA SEMANA: Ne 12:27-47; 1Cr 25:6-8; 1Jo 1:7-9; Jo 1:29, 36; 1Co 5:7; Hb 9:1-11
 
O verso para memorizar desta semana apresenta uma percepção sobre as práticas de adoração dos hebreus e como sua gratidão ao Senhor tinha transbordado em louvor a Ele. Em 515 a.C. eles celebraram a dedicação do novo templo (Ed 6:15-18) e então, cerca de 60 anos depois, fizeram a dedicação do muro de Jerusalém (Ne 6:15–7:3; Ne 12:27 em diante).
 
Após a listagem das genealogias em Neemias 11 e 12, o autor passou a falar da celebração da dedicação do muro da cidade. Era costume da nação dedicar coisas a Deus: o templo, o muro da cidade ou até as casas e os edifícios públicos. Essa dedicação era cuidadosamente preparada e acompanhada por canto, música, festividades, sacrifícios, celebração, alegria e purificação do povo. Davi estabeleceu a prática dos sacrifícios durante a dedicação, e depois os líderes de Israel seguiram seu exemplo, começando com Salomão quando a arca foi trazida para o templo (1Rs 8:5).
 
Nesta semana examinaremos como os israelitas adoraram o Senhor durante a dedicação e veremos o que nós, que adoramos o mesmo Deus, podemos aplicar à nossa vida.
 
Domingo, 01 de dezembro
Ano Bíblico: Gl 4-6
Cantando os cânticos do Senhor
 
1. Leia Neemias 12:27-29. Observe algumas palavras-chave que revelam como eram a adoração e o louvor do povo. Como você os descreveria?
 
A nação israelita havia comissionado uma classe específica de levitas para trabalhar como cantores e músicos nos cultos do templo. Deus conduziu a prática e deu instruções para o culto, pois o louvor no templo deveria ser belo e executado profissionalmente.
 
O rei Davi tinha organizado essa prática em um sistema mais elaborado e grandioso do que havia sido feito anteriormente. Portanto, os descendentes de Asafe, a quem Davi tinha nomeado líder da adoração no templo, ainda eram escolhidos como “responsáveis pela música do templo de Deus” (Ne 11:22; NVI).
 
2. O que 1 Crônicas 25:6-8 nos ensina sobre a centralidade e a importância da música na adoração e na apresentação de “hinos de louvor ao Senhor”?
 
Os cantores eram levitas e, portanto, oficialmente designados para o serviço no templo. Por conseguinte, seu trabalho remunerado era preparar músicas para os cultos do templo. Durante os dias do rei Davi, foi organizada uma qualificada academia de música, a qual ele supervisionava. Havia mestres, alunos, jovens e idosos que trabalhavam em turnos no templo providenciando músicas. Alguns eram instrumentistas, outros cantores, outros cuidavam dos instrumentos e das roupas usadas nos cultos. Qual era o propósito dessa organização profissional? Ela servia para desenvolver os talentos e a visão de excelência, que deve ser sempre buscada na adoração. Os louvores devem vir do coração e serem expressos da melhor maneira para que as pessoas sejam elevadas espiritualmente. Podemos imaginar que os músicos e os cantores que serviam no templo eram cuidadosamente selecionados para conduzir o serviço de louvor.

Segunda-feira, 02 de dezembro
Ano Bíblico: Ef 1-3
Purificação
 
 
A Escritura fala sobre a dedicação do muro e, em seguida, sobre a reunião dos cantores. Depois, em Neemias 12:30, o texto bíblico menciona a purificação. “Purificaram-se os sacerdotes e os levitas, que também purificaram o povo e as portas e o muro.”
 
A raiz hebraica para purificaram (thr) significa “ser limpo, ser puro” e é usada em muitos contextos no Antigo Testamento, inclusive aqueles em que está presente a ideia de ser moralmente puro e limpo diante de Deus.
 
3. “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:7-9). O que esse texto nos ensina sobre 1) a natureza humana, 2) o perdão de Deus e 3) o poder divino em nossa vida?
 
O templo e seus rituais eram componentes cruciais da religião do antigo Israel. Mas eles eram um meio para um fim, não um fim em si mesmos.
E evidentemente, o fim era levar o povo a um relacionamento salvífico com o Deus da aliança, o Senhor Jesus Cristo, e a conhecer Seu poder purificador na vida das pessoas. É o conhecimento do que Deus fez e do que o Senhor nos salvou que nos leva a amá-Lo e a adorá-Lo. Essa é a razão pela qual os antigos israelitas contavam repetidamente o que Deus havia feito em seu passado. Isso os ajudava a conhecer a bondade e o amor do Senhor, que eram fundamentais à alegria e às ações de graças que deviam permear sua adoração.
 
Para nós hoje, a experiência e a compreensão do perdão do pecado devem produzir gratidão a Deus e um sentimento de esperança e alegria. Então será fácil louvar ao Senhor e expressar gratidão pela beleza de Seu caráter. Poderíamos encontrar maior revelação do caráter de Deus do que o sacrifício de Jesus na cruz, em que Ele sofreu o castigo pelos nossos pecados para que não tivéssemos que suportar essa punição?
 

 

Terça-feira, 03 de dezembro
Ano Bíblico: Ef 4-6
Dois grandes coros de ações de graças
 
 
4. De acordo com Neemias 12:31-42, por que a música foi uma parte tão importante da celebração? Assinale a alternativa correta:
 
A.(   ) Porque estava ligada aos momentos de adoração do povo.
 
B.(   ) Porque a nação gostava de se divertir ao som da música.
 
Nos dias de Neemias, ele criou, como parte do culto de adoração, dois coros de ações de graças que caminhavam em redor de Jerusalém cantando, acompanhados de instrumentos. Eles começavam no mesmo lugar e depois se separavam, indo em direções diferentes em torno do muro da cidade. Um grupo era conduzido por Esdras, que estava à frente, e o outro tinha Neemias na parte de trás. Os dois coros se encontravam novamente na Porta do Vale e de lá seguiam para o templo. Sacerdotes que tocavam as trombetas complementavam cada procissão. Quando os coros entravam no templo, ficavam de frente um para o outro. A procissão e o culto de adoração foram organizados com excelência.
 
A fim de responder por que a música era uma parte tão importante da celebração e do culto de adoração, precisamos examinar seu significado no contexto do templo. A música no templo não era um concerto que as pessoas vinham apreciar, como ouvir a quinta sinfonia de Beethoven sendo apresentada em uma sala de concertos. Em vez disso, enquanto os músicos cantavam e tocavam os instrumentos, o povo se curvava em oração. Era uma parte da adoração.
 
Os atos centrais do templo e da adoração diziam respeito aos sacrifícios, o que, em si, eram ações bastante desagradáveis. Afinal, o que eles estavam fazendo senão cortar a garganta de animais inocentes? O ato de tocar uma música muito bonita elevava os pensamentos ao Céu e tornava a experiência de adoração mais agradável.
 
5. Quais os exemplos bíblicos em que a música desempenhou um papel importante na adoração? Veja especialmente Êxodo 15:1; 2 Crônicas 20:21, 22 e Apocalipse 15:2-4.
 
Na Terra e no Céu a música faz parte da experiência de adoração. Observe que, nos versos acima, o ato de cantar diz respeito ao que o Senhor fez por Seu povo, inclusive lhes dando a vitória “sobre a besta”. É o louvor a Deus por Seus atos de salvação.
 

 

Quarta-feira, 04 de dezembro
Ano Bíblico: Filipenses
Sacrifícios como parte da adoração
 
 
6. Leia Neemias 12:43. O que havia de especial em oferecer “grandes sacrifícios” como parte da celebração da adoração? Assinale “V” para ­verdadeiro ou “F” para falso:
 
A.(  ) Os sacrifícios apontavam para a morte do Cordeiro e demonstravam a alegria da comunhão.
 
B.(  ) Essas ofertas de animais representavam méritos do povo diante de Deus.
 
Os sacrifícios eram o principal aspecto da adoração na época do templo. Diferentes ofertas eram usadas tanto para mostrar fé na promessa de perdão quanto para expressar a alegria da comunhão e a gratidão a Deus. Os sacrifícios representavam o conteúdo da adoração, pois lembravam os adoradores da verdade a respeito de Deus e de quem Ele é. Além disso, apontavam para a Semente prometida, o Messias, que sacrificaria Sua vida pelos pecadores, porque é o Cordeiro de Deus.
 
7. De acordo com João 1:29, 36, 1 Coríntios 5:7 e Apocalipse 5:6, 12, 13, para o que os sacrifícios apontavam em última análise? Se os israelitas se alegravam com um animal morto, uma morte que apenas revelava a verdade, temos muito mais razões para nos alegrar do que eles! Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) A destruição eterna dos salvos.
 
B.(  ) A morte do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo.
 
Observe também quantas vezes a ideia de alegria e regozijo aparece em Neemias 12:43. Isto é, em meio à reverência, e talvez ao temor piedoso do povo em seu culto de adoração (afinal, a matança de um animal por seus pecados era uma coisa solene), também havia alegria e regozijo. Devemos nos aproximar de Deus com admiração e reverência, bem como com alegria. O Salmo 95 demonstra que o verdadeiro ato de adoração envolve uma convocação para cantar, exclamar com alegria e tocar músicas para celebrar a Deus (Sl 95:1), bem como curvar-se e ajoelhar-se diante do Senhor (Sl 95:6). O esforço para alcançar o equilíbrio entre alegria e reverência é crucial para adorar e louvar nosso Criador.
 

 

Quinta-feira, 05 de dezembro
Ano Bíblico: Colossenses
Sacerdotes e levitas como parte da adoração
 
 
8. Leia Neemias 12:44-47. Por que Judá se regozijou “com os sacerdotes e os levitas que ministravam no templo” (Ne 12:44, NVI)? Por que eles eram importantes?
 
9. O que a obra dos sacerdotes (que eram levitas) simbolizava? Hb 9:1-11
 
“A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção como Sua morte na cruz. Por Sua morte iniciou essa obra para cuja conclusão ascendeu ao Céu, após ressurgir. Pela fé devemos penetrar até o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós” (Hb 6:20; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 489).
 
Embora as pessoas naquela época certamente não tivessem a luz que temos atualmente, elas entendiam o suficiente para saber que a obra dos levitas, que eram os únicos que podiam ministrar no templo, era muito importante. Eles estavam animados com o fato de que a obra de Deus seria feita por meio deles.
 
A nação tinha passado tempo com Deus, lendo Sua Palavra, orando, adorando e se reconsagrando a Ele. Em meio a tudo isso, o povo percebeu que os ministérios do templo haviam sido negligenciados e precisavam ser restaurados. Agora que eles tinham sido estabelecidos novamente, alegraram-se com a importante obra que os levitas fariam em seu favor. Deus impressionou os judeus com a ideia de que os ministérios do templo faziam parte de Seu plano para a adoração.
 
Infelizmente, muitas vezes não damos o devido valor aos ministros, mestres da Palavra e músicos. Mesmo na época de Neemias, a assistência aos levitas às vezes era forte e às vezes fraca. Com frequência, os levitas precisavam desempenhar outras funções para sustentar sua família porque as pessoas paravam de entregar seus dízimos e ofertas.
 
Sem dízimos e ofertas, não há igreja mundial organizada. Se quisermos que nossos ministérios continuem, devemos nos comprometer a auxiliar os ministros por meio de contribuições monetárias e pelo reconhecimento verbal. Embora a igreja não seja perfeita, isso não deve enfraquecer nossa doação a Deus a fim de que Sua obra possa continuar ao redor do mundo.
 

 

Sexta-feira, 06 de dezembro
Ano Bíblico: 1 Tessalonicenses
Estudo adicional
 
 
Texto de Ellen G. White: Caminho a Cristo, p. 67-75 (“O Crescimento Espiritual”).
 
“A cruz de Cristo será a ciência e o cântico dos remidos por toda a eternidade. No Cristo glorificado eles contemplarão o Cristo crucificado. Jamais se olvidará que Aquele cujo poder criou e manteve os inumeráveis mundos através dos vastos domínios do espaço, o Amado de Deus, a Majestade do Céu, Aquele a quem querubins e resplendentes serafins se deleitavam em adorar, humilhou-Se para levantar o homem decaído; que Ele suportou a culpa e a vergonha do pecado e a ocultação da face de Seu Pai, até que as misérias de um mundo perdido Lhe quebrantaram o coração e aniquilaram a vida na cruz do Calvário. O fato de o Criador de todos os mundos, o Árbitro de todos os destinos, deixar Sua glória e humilhar-Se por amor ao ser humano, despertará eternamente a admiração e a adoração do Universo. Ao olharem as nações dos salvos para o seu Redentor e contemplarem a glória eterna do Pai brilhando em Seu semblante; ao verem o Seu trono que é de eternidade em eternidade, e saberem que Seu reino não terá fim, irrompem num hino arrebatador: ‘Digno, digno é o Cordeiro que foi morto e nos remiu para Deus com Seu mui precioso sangue!’” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 651, 652).
 
Perguntas para discussão
 
1. Como encontrar o equilíbrio entre a reverência e a alegria? A reverência e a alegria são mutuamente excludentes?
 
2. Os israelitas colocaram o muro de Jerusalém sob proteção divina mediante a cerimônia de dedicação e assim reconheceram que um muro é inútil a menos que Deus o defenda. Salomão disse: “Se o Senhor não edificar
a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127:1). O que isso revela sobre nossos esforços pelo Senhor?
 
3. Qual é a função da música na experiência de adoração da sua igreja?
 
4. As Escrituras são claras: Jesus é nosso Sumo Sacerdote no santuário do Céu. O que exatamente Ele está fazendo por nós ali? O que o ministério dos sacerdotes no templo terrestre nos ensina sobre a obra de Jesus por nós no santuário celestial?