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Várzea Grande(DF), Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2021 - 14:32
26/11/2020 as 10:49:27 | Por CPB | 350
A igreja e a educação
Desde os tempos primitivos, os fiéis se reuniam para adorar a Deus nas sinagogas, nos lares e nas igrejas
Fotografo: CPB
A igreja e a educação

Lição 9
21 a 27 de novembro
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 1Co 1-4
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos; assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós” (1Ts 2:6-8).
 
LEITURAS DA SEMANA: Lc 10:30-37; Mt 5:14-16; Lc 4:18-23; Jr 29:13; Mt 7:7; 1Ts 2:6-8
 
Desde os tempos primitivos, os fiéis se reuniam para adorar a Deus nas sinagogas, nos lares e nas igrejas. Mediante seu estudo das Escrituras e adoração, eles desejavam ardentemente conhecer a Deus e compreender a vontade Dele para sua vida. A Bíblia revela que a igreja é um ambiente em que devem ocorrer discussões importantes e relevantes, e onde as pessoas podem conhecer a Deus e Sua vontade para a vida delas.
 
Às vezes, temos medo de fazer perguntas. Na Bíblia, porém, vemos que as perguntas levam as pessoas a uma compreensão mais clara de Deus. Além disso, as histórias das Escrituras criam oportunidades para que todos repensem seus compromissos. Jesus Se concentrava nesse tipo de educação com Seus seguidores.
 
Visto que a igreja deve ser um local de educação, ela deve conceder o espaço para um diálogo genuíno. Muitos alunos ouviram na escola: “Todas as perguntas sinceras são importantes e merecem atenção”. Da mesma forma, devemos proporcionar dentro da igreja um ambiente seguro para que as pessoas cresçam na graça e no conhecimento de Deus e de Seu plano para sua vida.

Domingo, 22 de novembro
Ano Bíblico: 1Co 5-7
A verdadeira educação cristã
 
Um rabino, ao observar os olhos sonolentos dos jovens que estavam assentados em sua sala de aula, perguntou-lhes: “Alunos, como sabemos quando a noite termina e o dia começa?”
 
Vários alunos levantaram as mãos cautelosamente. “Rabino”, perguntou um deles, “seria quando podemos diferenciar uma figueira de uma oliveira?”
 
“Não.”
 
Outro aluno levantou a mão: “Rabino, seria quando podemos diferenciar uma ovelha de um bode?”
 
Depois de ouvir uma série de respostas, o rabino anunciou: “Alunos, sabemos que a noite terminou e o dia começou quando olhamos para um rosto nunca visto antes e reconhecemos aquele estranho como nosso irmão ou irmã. Até esse momento, por mais claro que o dia esteja, ainda é noite”.
 
1. Leia Lucas 10:30-37. Qual foi a mensagem apresentada por Jesus com essa história? O que deve fazer parte de toda verdadeira educação cristã?
 
Como adventistas do sétimo dia, fomos abençoados com uma abundância de luz e verdades doutrinárias (por exemplo, o estado dos mortos, o sábado, 1844 e o juízo, o grande conflito, etc.) que a maior parte do mundo cristão ainda não compreende. No entanto, por mais cruciais que sejam essas verdades, para que elas servem se não somos gentis com as pessoas, se demonstramos preconceito com os outros e se permitimos que as tendências culturais e sociais de nosso ambiente nos façam tratar os outros como inferiores?
 
A verdadeira educação cristã deve nos levar também a superar essas fraquezas e males humanos e a ver os outros como Cristo os vê, como seres por quem Ele morreu, seres cujos pecados Ele suportou na cruz, seres pelos quais Ele pagou um preço infinito. Se elevarmos a cruz, como devemos, veremos o valor de cada ser humano e o trataremos como realmente merece, de acordo com o valor que Deus lhe concedeu. A educação cristã deve incluir esse ensino, caso contrário não é digna do nome “cristã”.

Segunda-feira, 23 de novembro
Ano Bíblico: 1Co 8-10
Chamados a viver como luz
 
Em todo lugar que olhamos, parece que nosso planeta está se voltando para si mesmo, trocando a luz pela escuridão. No entanto, também encontramos a escuridão mais perto de nós, ao considerarmos nossa experiência neste mundo difícil. Pois também entendemos os horrores que a vida nos causa ao lutarmos contra a doença, ao lidarmos com a perda de entes queridos, ao observarmos famílias sucumbindo à separação e ao divórcio e ao lutarmos para compreender os males da sociedade e da cultura.
 
No entanto, em meio a esse cenário de falência moral e trevas espirituais, no meio de todo esse barulho externo e interno, ouvimos as palavras de Jesus a cada um de nós: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para ­colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus” (Mt 5:14-16).
 
2. De acordo com os versos acima, como devemos viver? Sendo cristãos, o que fazemos afeta a maneira pela qual os outros veem a Deus?
 
Assentados à margem do Mar da Galileia naquele dia, sob o sol quente, como o auditório de Jesus entendeu Suas palavras? Os que ouviram Suas palavras conheciam muito bem a luz e as trevas. Certamente eles tinham muita escuridão a temer. Eles viviam sob ocupação romana, em uma sociedade militarizada que, apesar da falta de telefones, computadores e de internet, em muitos aspectos era tão eficiente quanto a nossa e, de certa forma, ainda mais aterrorizante.
 
Os romanos estavam por toda parte, lembrando às massas na encosta que aqueles que insistiam em criar problemas rapidamente seriam levados aos torturadores – e a uma morte exposta em uma cruz romana.
 
No entanto, ali estava Jesus, chamando-os a viver como luz; a ser misericordiosos, puros de coração, pacificadores. A educação cristã deve, portanto, ensinar nossos alunos a ser luz no mundo, a ser capazes de fazer escolhas e de tomar decisões que revelem a realidade e a bondade de Deus para os outros.

Terça-feira, 24 de novembro
Ano Bíblico: 1Co 11-13
Vivendo como discípulos
 
Se a igreja leva mesmo a sério a ideia de ser uma força em favor da educação cristã, é imperativo que comecemos com Jesus. O Senhor chamou discípulos e os treinou para a missão ao andar com eles. O Mestre lhes deu a oportunidade de se envolverem na vida das pessoas de quem eles deveriam cuidar e a quem deveriam amar. E diariamente Jesus os desafiava por Sua visão do que este mundo poderia ser quando as pessoas começassem a tratar umas às outras como irmãos e irmãs.
 
3. Leia Lucas 4:18-23. Qual é a mensagem de Cristo para todos nós, como Seus seguidores? Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Devemos realizar as obras de Cristo: evangelismo, ação social e cura.
B. ( ) Devemos aguardar que o Espírito Santo conclua a obra neste mundo.
 
Por três anos, os discípulos observaram Jesus praticando os ideais do reino, anunciados em Seu primeiro sermão na sinagoga de Nazaré. Perdão, graça e amor andavam de mãos dadas com a solidão, o comprometimento e as dificuldades. Se havia uma lição a ser aprendida, essa era a de que o discipulado não é algo que se leva de maneira leviana. Somos discípulos para toda a vida – não apenas por um dia.
 
“A comissão do Salvador aos discípulos incluía todos os que creem [...] até o fim dos tempos. [...] Todos aqueles a quem veio a inspiração celestial são depositários do evangelho. Todos os que recebem a vida de Cristo são mandados a trabalhar pela salvação de seus semelhantes. Para essa obra, foi estabelecida a igreja; e todos os que tomam sobre si seus sagrados votos se comprometem a ser coobreiros de Cristo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 822).
 
Devemos hoje garantir que Ele seja sempre o centro de nossa comunhão e adoração. Jesus foi o responsável por inventar o discipulado. Embora os rabinos de Seus dias atraíssem seguidores, Jesus chamou pessoas para segui-Lo. Os rabinos jamais poderiam imaginar um chamado tão radical que sugerisse que estar com Jesus fosse mais importante que todos os mandamentos deles.
 
Como discípulos de Cristo, respeitamos todas as pessoas e trabalhamos para proporcionar um lugar em que todas elas cresçam e se desenvolvam.
 
Portanto, a educação cristã inclui o senso de missão, de propósito, não apenas para ganhar o sustento, mas para fazer, em nossa esfera, o que ­Jesus nos chama a fazer: imitá-Lo ao ministrar aos necessitados e compartilhar com eles as boas-novas do evangelho.

Quarta-feira, 25 de novembro
Ano Bíblico: 1Co 14-16
Buscando a verdade
 
Albert Einstein, frequentemente considerado o pai da física moderna, escreveu: “O importante é não parar de questionar. A curiosidade tem sua razão de existir. Não podemos deixar de ficar admirados ao contemplar os mistérios da eternidade, da vida, da maravilhosa estrutura da realidade. Basta que tentemos compreender um pouco desse mistério a cada dia. Que nunca percamos a sagrada curiosidade”.
 
Vivemos em um mundo de mistérios, não é mesmo? A ciência moderna tem nos demonstrado uma complexidade incrível que existe em praticamente todos os níveis da existência. E, se é assim nas simples coisas físicas, quanto mais nas espirituais?
 
4. O que os textos a seguir ensinam sobre a busca da verdade e de respostas? (Jr 29:13; Mt 7:7; At 17:26, 27; Sl 25:5; Jo 16:13; Jo 17:17). Assinale a alternativa correta:
 
A. ( ) Deus não tem interesse em compartilhar Suas verdades e respostas.
B. ( ) Encontraremos Deus quando O buscarmos de todo o coração.
 
A Bíblia está repleta de histórias de pessoas curiosas muito parecidas com cada um de nós – homens e mulheres que têm perguntas, medos, esperanças e alegrias, que estão buscando a verdade e procuram respostas para as perguntas mais difíceis da vida.
 
“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim” (Ec 3:11). O que Salomão quis dizer nesse texto? Alguns traduzem a palavra hebraica ‘olam como “eternidade” e outros como “a percepção do passado e do futuro”. Então, de acordo com esse verso, Deus colocou no coração e na mente do ser humano uma percepção do passado e do futuro, a própria eternidade. Ou seja, somos capazes de pensar sobre as importantes questões da vida e da nossa existência em geral.
 
Evidentemente, as Escrituras desempenham aqui uma função central. Quem somos nós? Por que estamos aqui? Como devemos viver? O que acontece quando morremos? Por que existe mal e sofrimento? Essas são perguntas que os que buscam a verdade têm feito desde o início da História. Que privilégio e que responsabilidade é sermos capazes de mostrar algumas respostas a essas pessoas que buscam! O que é a educação cristã, senão o ato de mostrar às pessoas essas respostas, encontradas na Palavra de Deus?

Quinta-feira, 26 de novembro
Ano Bíblico: 2Co 1-4
Compartilhando nossa vida
 
5. O que Paulo disse em 1 Tessalonicenses 2:6-8? Como podemos e devemos refletir essa mensagem em nossas escolas e igrejas?
 
Confrontados com o colapso da comunidade na sociedade, vivemos numa época em que o entendimento bíblico de igreja nunca foi tão significativo. Como Mateus 18:20 nos lembra: “[...] onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles”. A visão do Novo Testamento acerca do que é igreja e comunidade se formou principalmente nos lares dos cristãos. Ali, a comunidade se reunia em pequenos grupos, orando, cantando, celebrando a Ceia do Senhor, aprendendo e compartilhando as palavras de Jesus.
 
Esses grupos de adoração também se tornaram as primeiras escolas da igreja, uma vez que nesses lugares os novos membros eram apresentados à Bíblia e a essa nova vida em Cristo. Paulo escreveu em Romanos 12:2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Textos como esse sugerem que a igreja levou muito a sério essa obra de educação.
 
Esses primeiros cristãos logo descobriram que o evangelho pode ser vivido de modo mais eficaz em comunidade, quando temos motivos para cantar com mais entusiamo, orar com mais fervor e ser mais cuidadosos e compassivos. Quando ouvimos os outros falando da bondade de Deus, sentimos quanto Ele tem sido bom para nós; quando ouvimos sobre as lutas e dores uns dos outros, sentimos a cura de Deus em nossa vida e experimentamos um desejo renovado de ser instrumentos de Sua graça e cura.
 
Nessa passagem, Paulo afirmou que o evangelho de Deus é tudo: o poder da cruz, a ressurreição do Senhor e a promessa de Seu retorno. Simplesmente não havia notícia melhor em todo o mundo! E Paulo passou a vida dedicado ao desafio de, acima de tudo, compartilhar a história de ­Jesus com a maior integridade e comprometimento.
 
No entanto, Paulo sugeriu nesse texto que a mensagem do evangelho pode ser mais bem entendida e vivenciada por meio do ato de compartilhar a vida. Nunca devemos nos esquecer de que as pessoas observam atentamente para ver se nossa vida ilustra a mensagem de graça encontrada na Bíblia.

Sexta-feira, 27 de novembro
Ano Bíblico: 2Co 5-7
Estudo adicional
 
“Cristo frustrou essa esperança de grandeza mundana. No Sermão do Monte, procurou desfazer a obra da falsa educação, dando aos ouvintes o conceito correto sobre o significado de Seu reino, bem como de Seu próprio caráter. No entanto, não atacou diretamente os erros do povo. Via as misérias do mundo por causa do pecado, mas não lhes apresentou um quadro vivo de sua desgraça. Ensinou-lhes algo infinitamente melhor do que haviam conhecido. Sem combater suas ideias sobre o reino de Deus, apresentou-lhes as condições para ter acesso a ele, deixando-os tirar as próprias conclusões quanto à natureza desse reino. As verdades que ensinou não são menos importantes para nós do que para a multidão que O seguia. Não menos do que eles, necessitamos aprender os princípios fundamentais do reino de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 299).
 
Perguntas para consideração
 
1. Robert Louis Stevenson nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1850. Stevenson relatou que, certa noite, enquanto sua babá o preparava para dormir, ele foi até a janela e viu uma cena encantadora. Era um homem acendendo lampiões a gás, indo de um lampião a outro. Com prazer infantil, ele chamou sua babá e disse: “Olhe aquele homem! Ele está abrindo buracos na escuridão!” Qual função Deus lhe deu para trazer luz e amor à sua comunidade? Converse com os membros da igreja sobre o que vocês podem realizar juntos.
 
2. Cristo veio a nós, viveu em nosso mundo, lutou, riu e chorou conosco. Isso nos lembra de que somos chamados a cuidar das pessoas. Como envolver os jovens nessa obra?
 
3. Pense na responsabilidade que temos de ensinar aos outros as maravilhosas verdades reveladas a nós. Como a igreja pode e deve desempenhar um papel fundamental no ensino dessas verdades? Como a igreja pode ser um ambiente seguro para discutir essas verdades com os que fazem perguntas difíceis sobre elas? O que fazer para criar um ambiente em que as questões importantes possam ser abordadas?
 
4. Fale sobre os preconceitos culturais da sociedade. De que maneira sua igreja pode ensinar as pessoas a superar esse problema e seguir os ensinamentos das Escrituras?
 
Respostas e atividades da semana: 1. Devemos considerar todos iguais a nós, inclusive nossos inimigos. A verdadeira educação cristã não faz distinção de pessoas. 2. Devemos viver de maneira a glorificar a Deus. Nosso testemunho pessoal influencia muito a maneira pela qual as pessoas veem a Deus. Precisamos refletir Sua imagem em nossa vida. 3. A. 4. B. 5. Paulo disse que não devemos fazer as coisas buscando elogios humanos e que devemos “andar uma segunda milha”, compartilhando não só o evangelho, mas nossa vida. Somos chamados a nos envolver na igreja e na escola, doando nosso tempo às pessoas.




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