Fotografo: CPB
...
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus

Lição 8
16 a 22 de maio
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 2Cr 21-23
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava Nele e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:1-4).
 
LEITURAS DA SEMANA: Jo 1:1-3; Gn 1:3-5; Êx 20:8-11; Ap 14:7; Mt 19:3-6; Rm 5:12
Os primeiros capítulos do livro de Gênesis são fundamentais para o restante das Escrituras. Os principais ensinamentos ou doutrinas da Bíblia têm sua fonte nesses capítulos. Neles, encontramos a natureza da Divindade trabalhando em harmonia como Pai, Filho (Jo 1:1-3; Hb 1:1, 2) e Espírito Santo (Gn 1:2) para criar o mundo e tudo o que nele há, culminando na humanidade (Gn 1:26-28). O livro de Gênesis também nos apresenta o sábado (Gn 2:1-3), a origem do mal (Gn 3), o Messias e o plano da redenção (Gn 3:15), o Dilúvio universal (Gn 6-9), a aliança (Gn 1:28; 2:2, 3, 15-17; 9:9-17; 15), a dispersão das línguas e pessoas (Gn 10; 11) e as genealogias que apresentam a estrutura da cronologia bíblica desde a criação até Abraão (Gn 5; 11). Por fim, o poder da Palavra falada de Deus (Gn 1:3; 2Tm 3:16; Jo 17:17), a natureza da humanidade (Gn 1:26-28), o caráter de Deus (Mt 10:29, 30), o casamento entre um homem e uma mulher  (Gn 1:27, 28; 2:18, 21-25), a administração da Terra e seus recursos (Gn 1:26; 2:15, 19) e a prometida esperança de uma nova criação (Is 65:17; 66:22; Ap 21:1) estão todos fundamentados nesses primeiros capítulos de Gênesis, que serão o nosso estudo nesta e na próxima semana.

Domingo, 17 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 24, 25
No princípio...
 
1. Quais verdades profundas são reveladas em Gênesis 1:1?
 
Bíblia inicia com as palavras mais sublimes e profundas, palavras simples, mas que ao mesmo tempo contêm uma profundidade incomensurável quando estudadas cuidadosamente. Na verdade, as perguntas mais importantes da filosofia a respeito de quem somos, por que estamos aqui e como chegamos aqui são respondidas na primeira frase da Bíblia.
 
Existimos porque Deus nos criou em um tempo definido no passado. Não evoluímos do nada; nem chegamos à existência ao acaso, sem um propósito supremo nem direção planejada, como ensina o modelo científico contemporâneo das origens. A evolução darwiniana é contraditória às Escrituras em todos os aspectos, e as tentativas de alguns de ­harmonizá-la com a Bíblia fazem com que os cristãos pareçam insensatos.
 
Também fomos criados por Deus em determinado momento no tempo: “no princípio”. Isso significa que Ele existia antes desse “princípio”. Isto é, Deus já existia antes que o tempo fosse criado e expresso no ciclo diário de “tarde e manhã” e nos meses e anos, todos marcados pela relação do mundo com o Sol e a Lua. Esse “princípio” definido é lembrado e sustentado por outras passagens das Escrituras, que continuamente reafirmam a natureza e os meios da divina obra criadora (Jo 1:1-3).
 
2. Leia João 1:1-3 e Hebreus 1:1, 2. Quem foi o agente da criação? Assinale a alternativa correta:
 
A.( ) Os anjos.
B.( ) Jesus Cristo.
 
A Bíblia ensina que Jesus foi o agente da criação. Ela declara que “todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3). Por meio de Cristo, Deus “fez o Universo” (Hb 1:1, 2). Visto que todas as coisas têm sua origem em Jesus no princípio, podemos ter a esperança de que, no final, Ele completará o que começou, pois Ele é “o Alfa e Ômega”, “o Primeiro e o Último” (Ap 1:8; 22:13).

Segunda-feira, 18 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 26-28
Os dias da criação
 
Nqos últimos anos tem havido uma tendência de se entender a semana da criação como não literal, como uma metáfora, uma parábola ou até mesmo um mito. Isso surgiu como resultado da teoria da evolução, que supõe longos períodos de tempo para explicar o desenvolvimento da vida no ­planeta Terra.
 
Mas o que a Bíblia ensina sobre esse assunto? Por que os dias da criação em Gênesis 1 devem ser entendidos como literais e não simbólicos?
 
3. Leia Gênesis 1:3-5 e Êxodo 20:8-11. Como o termo “dia” é usado nesses contextos? Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) Como dia literal, com “tarde e manhã”.
B.(  ) Como dia simbólico, significando “milhares e milhares de anos”.
 
A palavra hebraica yôm, ou “dia”, é usada constantemente em toda a narrativa da criação para designar um dia literal. Em Gênesis, nada indica que algo diferente de um dia literal tenha sido pretendido. Alguns estudiosos que não creem que os dias foram literais admitem, no entanto, que a intenção do autor era retratar dias literais.
 
É interessante que o próprio Deus designe esse nome para a primeira unidade de tempo (Gn 1:5). Yôm, ou “dia”, é definido com a frase “houve tarde e manhã” (Gn 1:5, 8, etc.). O termo foi usado no singular, não no plural, significando um dia único.
 
Portanto, os sete dias da criação devem ser entendidos como uma unidade completa de tempo, introduzida pelo número cardinal ‘echad (um), seguido por números ordinais (segundo, terceiro, quarto, etc.). Esse padrão indica uma sequência consecutiva de dias, culminando no sétimo dia. Não há indicação, no uso dos termos nem na própria forma narrativa, de
que devesse haver algum intervalo entre esses dias. Os sete dias da criação, de fato, são dias literais, como descrevemos os dias hoje.
 
Além disso, a natureza literal do dia foi tomada como certa quando Deus escreveu com o próprio dedo o quarto mandamento, indicando que o fundamento para o sétimo dia, o sábado, repousa na sequência de uma semana da criação de sete dias literais.

Terça-feira, 19 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 29-31
O sábado e a criação
 
O sétimo dia, o sábado, está sob fortes ataques na sociedade secular e nas comunidades religiosas. Esse fato pode ser visto nos cronogramas de trabalho das corporações mundiais; na tentativa de mudança do calendário em muitos países europeus, designando a segunda-feira como o primeiro dia da semana e o domingo como o sétimo dia; e na recente encíclica papal sobre mudança climática, que chama o sétimo dia, o sábado, de “sábado judaico” e incentiva o mundo a observar um dia de descanso para reduzir o aquecimento global (Papa Francisco, Laudato Si', Cidade do Vaticano, 2015. Disponível em: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html).
 
4. Leia Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11; Marcos 2:27; Apocalipse 14:7. Como a compreensão da semana da criação está ligada ao quarto mandamento? Qual é a relação disso com as três mensagens angélicas?
 
A Bíblia diz: “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito” (Gn 2:2). Muitos criacionistas enfatizam a obra de Deus durante os seis dias da criação, mas deixam de reconhecer que ela não terminou no sexto dia. Ignoram que a obra terminou quando Ele criou o sábado. Por isso, Jesus disse: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27). Jesus fez essa declaração autoritativa porque Ele criou o sábado como sinal e selo eternos da aliança de Deus com Seu povo. O sábado não era somente para o povo hebreu, mas para toda a humanidade.
 
Gênesis indica três coisas que Jesus fez depois de ter criado o sábado. 1. Ele “descansou” (Gn 2:2), dando-nos um exemplo divino de Seu desejo de descansar conosco; 2. O Senhor “abençoou” o sétimo dia (Gn 2:3). Na narrativa da criação, os animais foram abençoados (Gn 1:22), Adão e Eva também foram abençoados (Gn 1:28), mas o único dia especificamente abençoado foi o sétimo; 3. Deus “o santificou” (Gn 2:3).
 
Nenhum outro dia na Bíblia recebeu essas três designações. Contudo, essas três ações foram repetidas no quarto mandamento, quando Deus escreveu com o próprio dedo e apontou para a criação como o fundamento para o sábado (Êx 20:11).

Quarta-feira, 20 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 32, 33
Criação e casamento
 
A última década testemunhou enormes mudanças na maneira como a sociedade e os governos definem o casamento. Muitas nações aprovaram casamentos entre pessoas do mesmo sexo, derrubando leis anteriores que protegiam a estrutura familiar, cujo centro é um homem e uma mulher. Esse é um acontecimento sem precedentes em muitos aspectos e levanta novas questões sobre a instituição do casamento, a relação entre Igreja e Estado e a santidade do casamento e da família, conforme definida nas Escrituras.
 
5. Leia Gênesis 1:26-28; 2:18, 21-24. O que esses textos nos ensinam sobre o ideal de Deus para o casamento?
 
No sexto dia, Deus chegou ao clímax da semana da criação: Ele fez a humanidade. É impressionante que o plural seja usado para Deus em Gênesis 1:26 pela primeira vez: “‘Façamos o homem à Nossa imagem”. Todas as pessoas da trindade divina, em um relacionamento de amor umas com as outras, criaram o casamento humano divinamente instituído aqui na Terra.
 
“Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27). Adão declarou: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2:23) e a chamou de “varoa” ou “mulher”. O casamento exige que o homem deixe pai e mãe e se una “à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24).
 
As Escrituras são claras e inquestionáveis quanto ao fato de que essa relação deve ocorrer entre um homem e uma mulher, que se originaram de seu pai e mãe, também um homem e uma mulher. Esse conceito foi esclarecido nas instruções dadas aos primeiros pais da Terra: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1:28). No quinto mandamento, é declarado que os filhos (descendentes) devem honrar seu pai e sua mãe (Êx 20:12). Esse relacionamento mútuo só pode ser consumado em uma relação heterossexual.

Quinta-feira, 21 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 34-36
A criação, a queda e a cruz
 
A Bíblia apresenta uma ligação ininterrupta entre a criação perfeita, a queda, o Messias prometido e a redenção. Esses eventos importantes tornam-se o fundamento do tema da história da salvação da humanidade.
 
6. Leia Gênesis 1:31; 2:15-17; 3:1-7. O que aconteceu com a criação perfeita de Deus? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A.( ) Tornou-se corrompida pelo pecado.
 
B.( ) Permaneceu perfeita.
 
Deus declarou que tudo o que Ele havia criado era “muito bom” (Gn 1:31). “Agora a criação estava completa [...]. O Éden florescia sobre a Terra. Adão e Eva tinham livre acesso à árvore da vida. Nenhuma mancha de pecado ou sombra de morte desfigurava a linda criação” (Ellen G. White, ­Patriarcas e Profetas, p. 47). Deus havia advertido Adão e Eva de que, se comessem da árvore proibida, certamente morreriam (Gn 2:15-17). A serpente começou seu discurso com uma pergunta e contradisse completamente o que Deus havia dito: “É certo que não morrereis” (Gn 3:4). Satanás prometeu a Eva grande conhecimento e que ela seria como Deus. Evidentemente, ela acreditou nele.
 
7. Como Paulo confirmou as palavras do Senhor em Gênesis 2:15-17? Leia Romanos 5:12; 6:23. Como esses ensinos contradizem a evolução teísta?
 
Os escritores bíblicos posteriores confirmaram declarações bíblicas anteriores e apresentaram ideias adicionais. Em Romanos 5–8, Paulo escreveu sobre o pecado e a beleza da salvação: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens” (Rm 5:12). Mas na perspectiva evolutiva, a morte já estaria presente ao longo de milhões de anos antes da humanidade. Essa ideia tem sérias implicações para o ensino da origem do pecado, da morte substitutiva de Cristo na cruz e do plano da salvação. Se a morte não está relacionada ao pecado, então o salário do pecado não é a morte (Rm 6:23), e Cristo não teria razão para morrer pelos nossos pecados. Portanto, a criação, a queda e a cruz estão intimamente ligadas. O primeiro Adão está ligado ao último Adão (1Co 15:45, 47). A crença na evolução darwinista destruiria o próprio fundamento do cristianismo, mesmo que algum conceito de Deus seja inserido no processo.

Sexta-feira, 22 de maio
Ano Bíblico: Ed 1-3
Estudo adicional
 
Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 44-51 (“A Criação”) e p. 111-116 (“A Semana Literal”).
 
“A evidência cumulativa, fundamentada em considerações comparativas, literárias, linguísticas e outras, converge em todos os níveis, levando à conclusão singular de que a designação yôm, ‘dia’, em Gênesis 1, significa constantemente um dia literal de 24 horas.
 
“O autor de Gênesis 1 não poderia ter produzido maneiras mais abrangentes e inclusivas de expressar a ideia de um ‘dia’ literal do que as escolhidas” (Gerhard F. Hasel, “The ‘Days’ of Creation in Genesis 1: Literal ‘Days’ of Figurative ‘Periods/Epochs’ of Time?”. Origins 21/1, 1994, p. 30, 31).
 
“As mais vigorosas mentes, se não forem guiadas pela Palavra de Deus, tornam-se desnorteadas em suas tentativas de investigar as relações entre a ciência e a revelação. O Criador e Suas obras encontram-se além da compreensão dessas pessoas; visto que não conseguem explicar esses fenômenos pelas leis naturais, afirmam que a história bíblica é indigna de confiança” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 258).
 
Perguntas para consideração
 
1. O fato de que alguns cristãos aceitem as alegações da ciência acima do relato bíblico prova que a histórica bíblica “seja indigna de confiança”?
 
2. Por que é impossível levar a Bíblia a sério enquanto se aceita a evolução teísta? Como explicar a cruz à luz do que Paulo escreveu em Romanos 5 sobre a relação direta entre a queda, a morte de Adão e a cruz de Cristo? Qual é a explicação do evolucionista teísta?
 
3. Por que os cristãos são chamados de pessoas de “mente fechada” quando estão abertos às verdades das Escrituras, reveladas por um Deus infinito? A visão ateísta e materialista do mundo não é muito mais estreita do que a cosmovisão cristã?
 
4. Sendo fiéis à Palavra de Deus, como podemos ministrar aos que lutam com questões de identidade sexual? Por que não devemos lançar pedras, mesmo em pessoas que, como a mulher em adultério, não conseguem viver os princípios da Palavra de Deus e se sentem culpadas?
 
Respostas e atividades da semana: 1. Deus existia antes da criação do tempo; a Terra foi formada por Sua palavra. 2. B. 3. A. 4. O quarto mandamento se refere ao sétimo dia da semana da criação, pois, assim como o Senhor descansou de Sua obra de criação no sábado, devemos descansar; o sábado nos lembra do Criador e é o selo de Deus; na primeira mensagem angélica há uma referência à adoração ao Criador do Céu, da Terra, do mar e das fontes das águas. 5. O homem e a mulher foram feitos à imagem de Deus. No casamento, ambos devem se tornar um, como Ele é um com os outros membros da Divindade. 6. V; F. 7. Declarou que, assim como o pecado entrou no mundo por um só homem, por um só Homem também veio a salvação.